Digitalking Tudo sobre o mercado e o mundo digital

21/03/2014

Como foi o IAB Social Media Insights?

Filed under: Social Media — Tags: , , , — @ 15:06

IAB

Ontem aconteceu aqui em São Paulo o IAB Social Media Insights. Eu estive lá e anotei aqui o que achei sobre as palestras:

1)    Dedique tempo ao estudo baseado em boas metodologias

E isto não é nenhuma novidade. Aqueles que conseguem criar tendências e ganhar destaque, geralmente se apoiam em um estudo aprofundado sobre o seu público, unindo diferentes ângulos e construindo novas percepções, até então não exploradas.

O que eu gosto neste ponto

Acredito que faz alguns anos que estamos transformando o planejamento baseado em pesquisas amplas (números de Ibope, Nielsen, etc.) em um planejamento que busca adicionar uma nova visão à essa realidade: o estudo de comportamento customizado, que levanta alguns detalhes peculiares que podem ser significativos para não fazer mais do mesmo.

O que eu não gosto neste ponto

No Brasil ainda sinto que é pouco explorado, e muita gente não sabe como fazer. Isso tem por consequência alguns estudos distorcidos, baseados em metodologias que não se sustentam e acabam por ser apresentadas de maneira descartável – isto é, ninguém sabe o que fazer com aqueles dados, já que eles não levam a uma conclusão relevante, mas existem para justificar a pesquisa. Notem: isto não é um problema, é uma oportunidade.

Obs. Aqui vale o olhar atento para os termos da moda como ~CRM~ ou ~Big Data~. É melhor saber aonde quer chegar (e como) antes de sair gastando Dilmas ou Obamas em ferramentas incríveis que ninguém sabe usar.

 

2)    Esqueçam o Social. Daqui pra frente é só mídia mesmo.

E sei que também não é novidade para muita gente. Só está mais fácil de admitir e o mercado está falando mais abertamente. Por motivos óbvios, o Facebook faz as vezes de Geni e acaba virando o alvo das pedradas.

Mas o que temos é basicamente o que sempre existiu: Mídias Sociais são canais de comunicação. Como em qualquer canal de comunicação, se você quiser promover a sua marca, terá que pagar para isto. Descobrimos a roda? Não. A publicidade sempre sustentou o jornalismo e todo mundo aceitava muito bem.

Mas então o que mudou? Mudou o formato de pensar publicidade. Sempre foi preciso caprichar no conteúdo para valer o dinheiro investido em mídia. Mas agora temos uma proximidade maior com as métricas que podem retornar de forma mais detalhada se a campanha foi bem sucedida ou não e o tempo de exposição da marca é maior. A lojinha nunca fecha. Logo, a produção de conteúdo exige criatividade em formatos, maior frequência e investimento (de tempo e dinheiro).

 

3)    O vídeo pode ser o seu melhor amigo

Perceba que eu disse que pode – isto não é uma regra. Mas dentre os cases apresentados, foi possível notar que é uma forte tendência apoiar campanhas nas Mídias Sociais em vídeos para Youtube. E sim, é uma plataforma que auxilia a criação de histórias, envolvimento com a marca e prende a atenção do usuário por alguns minutos. Diferente da imagem que não conta uma história sozinha e do texto, que muitas vezes não é lido.

Dentre as campanhas  que vi ontem, a  que mais gostei foi a do produto Danio, da Danone:

https://www.youtube.com/watch?v=G_19g7ZWilE

 

Explorar a marca através de um personagem que é o anti-herói, achei a cara de uma campanha em redes sociais – lugar em que todo mundo questiona, é engajado e gosta de ser do contra.

Saí de lá pensando que é mais fácil para grandes marcas investirem dinheiro em grandes produções em série, mas que as pequenas marcas poderiam acabar se queimando ao tentar seguir a tendência de vídeos sem um budget atraente. Foi então que eu lembrei desta campanha:

 

 

Lembram da força viral que ela ganhou? (tá certo, usar cachorro, bebê e mínions é apelar no engajamento).

É preciso o mínimo de dedicação para produzir um bom material, mas ele não precisa ser necessariamente uma super produção, né?

Outro ponto que confirma a tendência das marcas passarem a explorar mais os vídeos online é o surgimento da rede social Stayfilm. Vale conhecer de perto os planos que eles possuem para criar histórias entre marcas e consumidores.

 

4)    Vale a pena gastar energia com concursos e promoções?

A advogada Flávia Penido usou todos os seus minutos de conversa para deixar claro que a maior parte das campanhas que chamamos de “Concurso Cultural” na verdade não é nada disso. E pode trazer alguns problemas. Ela também mostrou que pedir a autorização formal da Caixa pode não ser tão burocrático e é extremamente vantajoso para a campanha. Quem quiser saber detalhes, ela estará no próximo evento do IAB.

Em outro momento, foi apresentada uma pesquisa que mostrava que o público esperava em primeiro lugar que as páginas promovessem concursos e promoções com prêmios. E isto não é mamilo, mas é polêmico.

De um lado, muita gente defende que isto fortalece o relacionamento da marca diretamente com o consumidor. De outro, algumas agências e marcas assumem que abandonaram a estratégia por atrair público não qualificado. Faz sentido, não?

Se vocês tiveram alguma experiência que defenda algum ponto de vista sobre este tema, me contem, eu ainda não tenho opinião formada sobre o tema. Estou disponível no Facebook e no Twitter e gosto de ouvir novas histórias!

 

5)    O que é relevante?

Deu para entender que a relevância do conteúdo é a principal busca do mercado atualmente e por isso a palavra está tão frequente em nosso cotidiano que está beirando o clichê.

Mas, mais uma vez, apesar de termos plena consciência de que este é o tipo de conteúdo que precisamos entregar, poucos o fazem. Isto redunda na falta de conhecimento do público consumidor (e não ausência de dados) e pouca preocupação na entrega de resultados.

Outro ponto levantado que achei pertinente: vale mais a pena diminuir a frequência mas aumentar a relevância ou manter uma frequência pouco relevante apenas para manter o relacionamento?

É claro que aqueles que conseguem manter uma frequência relevante disparam na frente, mas esta não é a realidade para a maioria das marcas, sejamos sinceros.

 

6)    Conclusão

Outras coisas curiosas também rolaram. Destaco uma estratégia de Linkedin com foco em B2C e a nova estratégia digital da Natura com suas consultoras.

Quem foi esperando tendências para o futuro, se frustrou. Apesar da palavra “insights” remeter a novidades, não houve muita descoberta ou inovação. Olhamos para cases bem sucedidos em 2013. Identificar tendências e analisar o que foi apresentado coube a cada um de nós (e, sinceramente, é o que o público do evento sabe fazer).

De uma forma geral valeu muito a pena, principalmente para entender o momento do mercado e trocar ideias. Além de comer umas comidinhas gostosas, claro. 😛

 

Obs. 1 – Quem quiser saber a programação que rolou é só clicar aqui.

Obs. 2 – Para quem quiser acompanhar a repercussão, foi divulgada a hashtag #IABsocial

07/01/2013

Komodo Pergunta e a IAB (e feras da publicidade) respondem

Filed under: Advertising,online — Tags: , , , , , , — Luis Felipe Grassitelli @ 20:51

Para quem não viu ou não sabe, final do ano passado a IAB destruiu tudo com a criação da Agência Komodo. A ação teve como principal foco a criação de uma agência fictícia, que é gerenciada por um dinossauro.

A intenção da ação foi mostrar a potência, importância e a necessidade da utilização da mídia online e como isso deve acontecer. Para isso, a IAB elaborou perguntas (que são feitas pelo dinossauro, Sr.Komodo) e chamou ícones da publicidade, marketing e propaganda para responder. Nomes como Sérgio Valente, Fábio CoelhoAndré Zimmermann, Eduardo Fleury, entre outros…

Os vídeos são super rápidos e vale muito a pena ver todos, ainda mais se você é uma pessoa que curte o Komodo.

Pergunta 1:

[box type=”shadow” align=”alignleft” width=”600″ ]Porque desperdiçar verba do cliente com um viral, que vai atingir, com sorte, 1 milhão de pessoas, se com uma única inserção na TV aberta se atinge 37 milhões?[/box]

Sérgio Valente (Presidente da DM9), responde:

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Pergunta 2:

[box type=”shadow” align=”alignleft” width=”600″ ]Se os maiores vendedores de mídia online do mundo anunciam na televisão, pra que eu vou anunciar no digital?[/box]

Fabio Coelho (Diretor Geral do Google Brasil), responde:

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Pergunta 3:

[box type=”shadow” align=”alignleft” width=”600″ ]A internet é coisa do futuro! Queremos ver resultados para as marcas hoje, não daqui a 10, 15 ou 20 anos![/box]

André Zimmermann  (Diretor Geral do Havas Digital), responde:

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Pergunta 4:

[box type=”shadow” align=”alignleft” width=”600″ ]A internet é coisa do futuro! A internet só serve para vender CD e livro! Tá de palhaçada![/box]

Ari Meneghini  (Diretor Executivo da IAB Brasil), responde:

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Pergunta 5:

[box type=”shadow” align=”alignleft” width=”600″ ]Dona de cada não tá na internet coisa nenhuma! Dona de casa tá é na cozinha. Vai me dizer que esfregão agora tem browser?![/box]

Fabia Juliansz  (Diretora Executiva de Novos Negócios do Ibope), responde:

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Pergunta 6:

[box type=”shadow” align=”alignleft” width=”600″ ]Propaganda no celular? Vai dormir! Povo tem celular ching ling que nem liga direito, vai ver propaganda?![/box]

Eduardo Fleury  (Diretor de Publicidade do Grupo Pontombi), responde:

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Vale a pena entrar no site da IAB e ver alguns números da campanha.

Show de bola IAB Brasil, parabéns!

03/01/2013

O Mercado de Search em 2012.

Filed under: Ad Tech,online — Tags: , , , , — Luis Felipe Grassitelli @ 13:50

info_search_novembro-2012_iab

O comitê de SEM do IAB, com dados da Experian Hitwise, divulgaram no final do mês passado um infográfico bem bacana de como o mercado de Search se comportou por categoria.

 

Sopa de Letrinhas: O novo alfabeto do mercado publicitário online.

Filed under: Ad Tech,Mídia Programática,online — Tags: , , , , , , , , — Luis Felipe Grassitelli @ 13:06

Antes de começar a escrever, assistam ao vídeo abaixo feito pela IAB UK. Nele podemos ver de forma rápida como está estruturado o “novo” mercado publicitário online, da compra a venda.

O vídeo é curto e com certeza se faz necessário a leitura de artigos específicos sobre cada “silo” desta nova cadeia de valor, mas vou tentar facilitar um pouco o entendimento deste ecossistema:

RTB (Real Time Bidding):

RTB é uma forma de compra programática (programmatic buying) de mídia que possibilita os compradores de mídia a comprar impressões de diversos inventários diferentes em tempo real e em forma de leilão, semelhante ao mecanismo do “search” onde o anunciante paga pelas palavras chaves específicas de sua campanha, através de leilão. O RTB vem para deixar o preço do mercado mais justo, tendo em vista que o anúncio ganhador sempre paga $0,01 a mais que o anúncio perdedor, além de possibilitar ao comprador de mídia rodar seus anúncios em centenas de sites diferentes. Esta tecnologia está presente nas DSP’s, Ad Exchanges, Trading Desks e em algumas Ad Networks.

Publisher:

O dono do site que disponibilizará seu espaço para publicidade (inventário) aos anunciantes, redes e compradores de mídia. Eles podem ser pequenos (como o Digitalking) e gigantes como o MSN, desde que disponibilize seus espaços para publicidade.

Os maiores do Brasil (nacionais e em share de audiência): Terra, UOL, Globo, R7 e iG.

AdNetworks:

Rede que conecta diversos websites e disponibiliza seu inventário para comercialização de publicidade para agências e anunciantes.
As adnetworks podem ser horizontais (diversas categorias de sites e conteúdos) ou verticais (conteúdo único). Responsável por uma
movimentação de cerca de 2,5 bilhões de dólares por ano nos EUA.

Exemplos de AdNetworks são: Batanga, Ybrant Digital, Yahoo!, Real Media, Lomadee, ClickMagic, Google.

AdExchanges:

Plataforma onde são realizadas transações de compra e venda de mídia, em tempo real, no modelo de leilão (RTB). O inventário disponível vem de sites individuais e adnetworks, por isso há um grande volume de impressões disponível.
Utilizam estes serviços agências, adnetworks, anunciantes e compradores de mídia.

Exemplos de AdExchanges: Yahoo! Right Media, AdJug, Google, Facebook Exchange.

DSP’s (Demand Side Platforms):

A DSP é a camada de tecnologia que centraliza e gerencia todas as compras de mídia por leilão (RTB) nas Ad Networks, Exchanges e nas SSP’s. Hoje, a grande maioria dos compradores de mídia que trabalham com Ad Exchanges, fazem esta compra, muitas vezes pelas DSP’s ou por mesas de compra de mídia (Trading Desks). MediaMath, Invite Media, DataXu, [x+1] e Melt, são exemplos de DSP’s que vemos aqui no Brasil.

As DSP’s são, normalmente, o principal canal de contato com a tecnologia RTB, habilitando os compradores de mídia (anunciantes e agências) a comprar impressões em tempo real nas Ad Exchanges, Ad Networks e SSP’s. Além disso, as DSP’s possibilitam aos seus compradores definir suas regras de audiência, segmentação e compra, ficando à critério do comprador de onde estas informações virão: deles próprios ou de fornecedores terceiros (firts-party or third-party data). Alguns compradores irão utilizar informações de audiência e segmentação das “Data Management Platforms” (DMP’s), que já possuem uma grande quantidade de informação “plugada” nas DSP’s. Algumas DSP’s já estão oferecendo este tipo de informação diretamente em suas plataformas para que os compradores de mídia não tenham que, necessariamente, comprar estas informações de terceiros e definir suas regras de leilão a partir de alguém que não seja ele.

SSP’s (Supply Side Platforms):

É a camada de tecnologia que possibilita os Publishers e outras fontes de inventário (AdNetworks, por exemplo) organizar e monetizar seu espaço para publicidade. As SSP’s levam em consideração as informações do site sobre os seus usuários assim como as informações de cookies para providenciar aos compradores de mídia e anunciantes um inventário mais qualificado e que possa ser facilmente identificado por eles, fazendo com que a chance de ganhar uma impressão de um anunciante que faça sentido ao seu público seja muito maior. A SSP é exclusiva dos vendedores (Publishers) mas está conectada à DSP’s e AdExchanges, assim o Publisher consegue dizer para estas tecnologias sobre o que se trata seu inventário e quanto ele quer receber por ele.

Algumas SSP’s são: Rubicon, PubMatic, AdMeld (Que está sendo integrada ao Google AdExchange).

DMP’s (Data Management Platform’s):

As DMP’s são plataformas de gestão de “data” (leia perfil de audiência, comportamental, demográfica, etc…). Esta tecnologia permite que compradores de mídia e Publishers organizem estas informações em um só lugar. Estas informações podem ser first-party ou third-party (deles próprios ou de terceiros), assim como podem ser fornecidas de ferramentas de analytics, servidores de e-mail, sistemas de CRM, programas de fidelização de clientes, entre outros. No entanto, as DMP’s não só guardam e organizam estas informações como analisam todas estas informações (valiosas) e fornecem “pacotes” prontos para os Publishers e compradores de mídia. A Navegg cede dados à plataformas de compra de mídia (como a TailTarget) que agregam um conjunto de informações e o define como “Jovens Executivos”, e vende este conjunto de informações para seus anunciantes, por exemplo. Desta forma, os compradores de mídia podem recorrer às DMP’s para atingir exatamente seu target, enquanto os Publishers passam a entender sua audiência, qualificá-la e vendê-la de acordo com as necessidades de cada comprador.

O mercado de DMP’s no Brasil está crescendo muito e algumas empresas que já estão trabalhando com esta tecnologia são: Navegg, ROI.

 

[dropcap]A[/dropcap] conclusão disso tudo é que a compra de mídia display pode parecer complexa, mas não precisa ser complicada. Reconhecendo e entendendo os principais caminhos e métodos de compra,  a mecânica de entrega dos anúncios e a importância dos cookies e informações sobre o comportamento dos internautas, todo este ecossistema se tornará claro e eficiente. Isso fará os anunciantes investirem de forma mais inteligente com uma relação custo x benefício muito superior ao que praticam hoje.

O próximo passo não é comprar 1 bilhão de impressões. É comprar perfis de pessoas.

21/12/2012

2013, FBX, Mercado Brasileiro, Lumascape

Filed under: Ad Tech — Tags: , , , , , — Luis Felipe Grassitelli @ 11:24

Acredito que muitos de vocês (principalmente os que trabalham no ramo de Ad Ops e online) já viram o mapa da Lumascape Brasil criado pelo Marcelo Sant’Iago, diretor da MBreak Comunicação, no começo deste ano… pois é, esta semana ele deu uma atualizada no mapa e vejam só que interessante, nomes que estavam lá ha pouco, já não existem mais, enquanto alguns outros novos surgiram.

Este dinamismo é o que vai ditar o jogo no próximo ano e vai deixar 2013 no mínimo, interessante. O crescimento rápido da compra de mídia por RTB e novas tecnologias que estão vindo para o país para ajudar o Publisher e o Anunciante a vender e comprar mídia vão fazer com que o mercado se re-eduque e comece a comprar sua audiência, seu target direto e não mais 1 bilhão de impressões nos grandes poratis.

Hoje quem está abaixo de grandes portais como Terra, UOL, R7, Globo e IG vão querer (e poder) participar de forma mais ativa e eficiente na venda de seus espaços, muitas vezes, deixando de lado suas parcerias para caminhar com as próprias pernas. Isso já está acontecendo graças a empresas como a Navegg e BTBUCKETS, por exemplo, que começaram a dar direção e tecnologia para que os sites entendam sua audiência e quem, de fato, são as pessoas que acessam e leem seus conteúdos.

A chegada do FBX (Facebook AdExchange) com certeza irá agitar ainda mais o mercado, principalmente porque teremos alguém para bater de frente com o Google, que desde 2005 é soberano e ganha mais da metade da grana investida em online com search (Links Patrocinados, AdWords) além de avisar aos grandes portais, que hoje dominam o mercado, que as coisas começaram a mudar por aqui. Num post aqui do Digitalking, comentei que diversos players de RTB estão aguardando a certificação e homologação do Facebook para começar a operar no FBX, isso se tornará cada vez mais constante e trará movimentação de novas empresas e profissionais para o mercado também.

2013, na minha opinião, será o ano do começo da mudança; um ano em que brasileiros irão investir mais e mais em tecnologia e serviços para ajudar este mercado, que ainda é muito complexo; a vinda dos gringos que já estão ajudando o mercado deles lá ha algum tempo; e o começo da movimentação dos sites medianos e de long-tail para caminhar sozinhos utilizando estas novas tecnologias.

19/09/2012

Real Time Bidding – Uma Nova Realidade

Filed under: Ad Tech — Tags: , — Luis Felipe Grassitelli @ 13:33
A compra de mídia display online esta mudando em todo o mundo: agências, anunciantes e publishers devem se adequar a esta nova realidade. Não podemos ignorar que o crescimento da compra de mídia display através de Real Time Bidding cresceu 203% em 2011 de acordo com um estudo conduzido IDC – International Data Corporation. Aqui no Brasil já é possível alcançar mais de 95% dos internautas locais, de acordo com informações dos próprios fornecedores. Nos Estados Unidos, mais de 85% das agências e anunciantes já aderiram ao modelo e estima-se que 20% dos investimentos em mídia display serão efetuados através de RTB até 2014.

Mas por que o RTB cresce tanto?

O Real Time Bidding permite que o planejamento, a criação, a compra e venda de mídia online entrem numa nova etapa de entendimento da audiência e otimização de resultados.
As inúmeras possibilidades de segmentação de audiência e otimização automática de resultados permitem alcançar os mais específicos micro targetings, garantir cobertura e freqüência na medida certa e pagar ou vender cada impressão por um preço justo.
Oportunidade para todo o mercado: audiência certa e preço justo
Oferta e demanda se encontram num único lugar no qual cada espaço publicitário destinado à uma impressão publicitária é colocada à disposição do mercado em tempo real, enquanto a página de internet carrega no browser/navegador de um internauta. Através de tecnologia de ponta e o uso de dados históricos, tanto particulares – 1st party data – quando de terceiros – 3rd party data – é possível identificar se aquela pessoa que navega naquele instante na página faz parte ou aproxima-se do seu target. Se assim o for, você poderá estipular e dar o seu lance. Caso você seja o ganhador do leilão a sua peça será entregue àquela pessoa naquele mesmo instante. Tudo isso acontece em cerca de incríveis 150 milisegundos. Rápido, não?
Porque o modelo de Real Time Bidding é bom para todos os participantes da indústria?
Agências e Anunciantes
O foco agora esta no perfil da audiência e não somente no local de exibição dos anúncios. “Antigamente” comprava-se uma quantidade determinada de espaço publicitário em um Publisher levando-se em conta se a audiência que por ali passava. Colocava-se no Plano um número X de publishers– com aquela sempre limitada verba – a fim de se atingir o máximo alcance. Poucos controlavam o alcance total da campanha e a freqüência mais adequada para aquela ação publicitária. Mas o que há de errado neste modelo? Na verdade nada há de errado, mas há desperdício. Desperdício de verba por parte dos anunciantes e agências e desperdício da oportunidade de auferir maior rentabilidade por parte dos publishers.
Formatos e Locais mudam em busca da eficiência
Quando se compra uma quantidade X de um determinado espaço publicitário em um publisher você perde a capacidade de alterar dinâmica e automaticamente os formatos e os locais que mais geram mais resultado. Exemplo: você contrata 6.000.000 impressões, divididas igualmente entre 3 formatos publicitários. Isso é desperdício. Você perde a capacidade de alterar automaticamente a quantidade de impressões entregues entre os 3 diferentes formatos de acordo com a performance ou objetivo da campanha. Além disso, muito dificilmente você excluirá no meio da campanha um publisher que não performa bem e realocará sua verba para um outro publishers que performa melhor do que os demais. Isso leva tempo, é burocrático e muitas vezes não é permitido por conta dos Acordos estipulados com os publishers.
O discurso se encaixa perfeitamente para o Varejo, mas é válido também para campanhas de brand awareness, pois você pode traduzir seu objetivo de visitas ao site, engajamento e participação ou cobertura como um objetivo da campanha e ter a sua entrega automaticamente adequada aos formatos e locais que melhor contribuem para o alcance do resultado.
Outro Benefício: uso de dados para impulsionar resultados
Todos os dados coletados no decorrer da campanha (impressões, cliques, CTR, formatos, conversões, custos, valor dos lances, publishers utilizados, horas do dia, dias da semana, contexto das páginas, etc) contribuem para a otimização dos resultados da campanha, de maneira que o sistema passa a entender o que funciona e o que não funciona e otimiza a entrega da publicidade e o budget a fim de garantir a máxima eficiência possível. Esses dados são chamados de 2nd party data.
Há também os dados que podem – e devem – ser coletados através das propriedades do próprio anunciante (Sites e seus canais e áreas de interesse, hotsites, redes sociais, CRM, etc), que permitem segmentar e entender os diferentes perfis de sua audiência e posteriormente seus padrões de navegação na internet. Chamamos isso de 1st party data.
Por último, é possível a aquisição de dados de perfil demográfico de internautas e intenção de compras. Esses dados são sempre relevantes para “afinar” a campanha e tunar resultados. É possível encontrar usuários com perfis e desejos muitos específicos e impactá-los com a publicidade adequada a seus desejos e necessidades. Estes dados são conhecidos como 3rd party data.
E os Publishers? Como otimizam a venda de seu inventario?
Os publishers podem definir qual parcela e áreas do seu inventário vender e qual o preço mínimo aceitável (floor price). Toda a vez que o lance for igual ou maior que o preço mínimo o publisher vende aquela impressão. Não há perda de dinheiro. O que há é uma melhoria nas margens de venda. O Real Time Bidding é uma ferramenta de monetização de inventário. O Publisher tem total controle do que vender e por quanto vender. O dinheiro que conseguir acima do preço floor estipulado é dinheiro novo, é lucro. Pode-se começar devagar, com uma pequena parte do inventário e ir aumentando o volume disponível para a venda em Real Time aos poucos. É possível ainda criar regras para bloquear determinados anunciantes ou produtos, a fim de garantir o cumprimento dos contratos de exclusividade.
Mas e se o lance não atingir o preço mínimo? O que fazer?
O Publisher faz o mesmo que faria normalmente. Automaticamente, o sistema de entrega de publicidade (AdServer) entregará a peça que estava programada para ser veiculada naquele espaço.
Dados do Publishers – Em busca da máxima eficiência
O uso de dados não é um benefício apenas de agencias e anunciantes. Os publishers podem fazer uso dos dados para otimizar a entrega de publicidade com foco nos resultados esperados pelos anunciantes e como reflexo alcançarem maiores lances e rentabilidade. Publishers que iniciam suas vendas de inventário através de Real Time Bidding declaram que passaram a entender melhor sua audiência, melhoraram a produção de conteúdos e a monetização de seus inventários. Muitos alegam que além de manter seus clientes conseguiram ampliaram sua carteira de anunciantes.
Para finalizar
Nos Estados Unidos, de acordo com um estudo conduzido apresentado em Fevereiro entre uma parceria do Google com a Digiday, mais de 90% das agências e anunciantes que haviam experimentado Real Time Bidding ano passado, manteriam seus investimentos durante este ano.
No Brasil não há dados oficiais ainda, mas é notável tanto o crescimento do número de agências e anunciantes que adotaram o modelo quanto às cifras que estão sendo investidas em Real Time Bidding.

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