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Como foi o IAB Social Media Insights?

Como foi o IAB Social Media Insights?

IAB

Ontem aconteceu aqui em São Paulo o IAB Social Media Insights. Eu estive lá e anotei aqui o que achei sobre as palestras:

1)    Dedique tempo ao estudo baseado em boas metodologias

E isto não é nenhuma novidade. Aqueles que conseguem criar tendências e ganhar destaque, geralmente se apoiam em um estudo aprofundado sobre o seu público, unindo diferentes ângulos e construindo novas percepções, até então não exploradas.

O que eu gosto neste ponto

Acredito que faz alguns anos que estamos transformando o planejamento baseado em pesquisas amplas (números de Ibope, Nielsen, etc.) em um planejamento que busca adicionar uma nova visão à essa realidade: o estudo de comportamento customizado, que levanta alguns detalhes peculiares que podem ser significativos para não fazer mais do mesmo.

O que eu não gosto neste ponto

No Brasil ainda sinto que é pouco explorado, e muita gente não sabe como fazer. Isso tem por consequência alguns estudos distorcidos, baseados em metodologias que não se sustentam e acabam por ser apresentadas de maneira descartável – isto é, ninguém sabe o que fazer com aqueles dados, já que eles não levam a uma conclusão relevante, mas existem para justificar a pesquisa. Notem: isto não é um problema, é uma oportunidade.

Obs. Aqui vale o olhar atento para os termos da moda como ~CRM~ ou ~Big Data~. É melhor saber aonde quer chegar (e como) antes de sair gastando Dilmas ou Obamas em ferramentas incríveis que ninguém sabe usar.

 

2)    Esqueçam o Social. Daqui pra frente é só mídia mesmo.

E sei que também não é novidade para muita gente. Só está mais fácil de admitir e o mercado está falando mais abertamente. Por motivos óbvios, o Facebook faz as vezes de Geni e acaba virando o alvo das pedradas.

Mas o que temos é basicamente o que sempre existiu: Mídias Sociais são canais de comunicação. Como em qualquer canal de comunicação, se você quiser promover a sua marca, terá que pagar para isto. Descobrimos a roda? Não. A publicidade sempre sustentou o jornalismo e todo mundo aceitava muito bem.

Mas então o que mudou? Mudou o formato de pensar publicidade. Sempre foi preciso caprichar no conteúdo para valer o dinheiro investido em mídia. Mas agora temos uma proximidade maior com as métricas que podem retornar de forma mais detalhada se a campanha foi bem sucedida ou não e o tempo de exposição da marca é maior. A lojinha nunca fecha. Logo, a produção de conteúdo exige criatividade em formatos, maior frequência e investimento (de tempo e dinheiro).

 

3)    O vídeo pode ser o seu melhor amigo

Perceba que eu disse que pode – isto não é uma regra. Mas dentre os cases apresentados, foi possível notar que é uma forte tendência apoiar campanhas nas Mídias Sociais em vídeos para Youtube. E sim, é uma plataforma que auxilia a criação de histórias, envolvimento com a marca e prende a atenção do usuário por alguns minutos. Diferente da imagem que não conta uma história sozinha e do texto, que muitas vezes não é lido.

Dentre as campanhas  que vi ontem, a  que mais gostei foi a do produto Danio, da Danone:

 

Explorar a marca através de um personagem que é o anti-herói, achei a cara de uma campanha em redes sociais – lugar em que todo mundo questiona, é engajado e gosta de ser do contra.

Saí de lá pensando que é mais fácil para grandes marcas investirem dinheiro em grandes produções em série, mas que as pequenas marcas poderiam acabar se queimando ao tentar seguir a tendência de vídeos sem um budget atraente. Foi então que eu lembrei desta campanha:

 

 

Lembram da força viral que ela ganhou? (tá certo, usar cachorro, bebê e mínions é apelar no engajamento).

É preciso o mínimo de dedicação para produzir um bom material, mas ele não precisa ser necessariamente uma super produção, né?

Outro ponto que confirma a tendência das marcas passarem a explorar mais os vídeos online é o surgimento da rede social Stayfilm. Vale conhecer de perto os planos que eles possuem para criar histórias entre marcas e consumidores.

 

4)    Vale a pena gastar energia com concursos e promoções?

A advogada Flávia Penido usou todos os seus minutos de conversa para deixar claro que a maior parte das campanhas que chamamos de “Concurso Cultural” na verdade não é nada disso. E pode trazer alguns problemas. Ela também mostrou que pedir a autorização formal da Caixa pode não ser tão burocrático e é extremamente vantajoso para a campanha. Quem quiser saber detalhes, ela estará no próximo evento do IAB.

Em outro momento, foi apresentada uma pesquisa que mostrava que o público esperava em primeiro lugar que as páginas promovessem concursos e promoções com prêmios. E isto não é mamilo, mas é polêmico.

De um lado, muita gente defende que isto fortalece o relacionamento da marca diretamente com o consumidor. De outro, algumas agências e marcas assumem que abandonaram a estratégia por atrair público não qualificado. Faz sentido, não?

Se vocês tiveram alguma experiência que defenda algum ponto de vista sobre este tema, me contem, eu ainda não tenho opinião formada sobre o tema. Estou disponível no Facebook e no Twitter e gosto de ouvir novas histórias!

 

5)    O que é relevante?

Deu para entender que a relevância do conteúdo é a principal busca do mercado atualmente e por isso a palavra está tão frequente em nosso cotidiano que está beirando o clichê.

Mas, mais uma vez, apesar de termos plena consciência de que este é o tipo de conteúdo que precisamos entregar, poucos o fazem. Isto redunda na falta de conhecimento do público consumidor (e não ausência de dados) e pouca preocupação na entrega de resultados.

Outro ponto levantado que achei pertinente: vale mais a pena diminuir a frequência mas aumentar a relevância ou manter uma frequência pouco relevante apenas para manter o relacionamento?

É claro que aqueles que conseguem manter uma frequência relevante disparam na frente, mas esta não é a realidade para a maioria das marcas, sejamos sinceros.

 

6)    Conclusão

Outras coisas curiosas também rolaram. Destaco uma estratégia de Linkedin com foco em B2C e a nova estratégia digital da Natura com suas consultoras.

Quem foi esperando tendências para o futuro, se frustrou. Apesar da palavra “insights” remeter a novidades, não houve muita descoberta ou inovação. Olhamos para cases bem sucedidos em 2013. Identificar tendências e analisar o que foi apresentado coube a cada um de nós (e, sinceramente, é o que o público do evento sabe fazer).

De uma forma geral valeu muito a pena, principalmente para entender o momento do mercado e trocar ideias. Além de comer umas comidinhas gostosas, claro. 😛

 

Obs. 1 – Quem quiser saber a programação que rolou é só clicar aqui.

Obs. 2 – Para quem quiser acompanhar a repercussão, foi divulgada a hashtag #IABsocial

About Beatriz Dourado

Beatriz Dourado é jornalista, cursa mba em marketing estratégico na Usp e hoje lidera a área de Social Media na Unboxing You.

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