Digitalking Tudo sobre o mercado e o mundo digital

14/05/2014

Evento voltado para empreendedores e desenvolvedores acontece na proxima terça-feira em São Paulo

Filed under: Ad Tech,online — Tags: , — Luis Felipe Grassitelli @ 17:06

Ainda dá tempo para os interessados se inscreverem no 16º Encontro Locaweb de Profissionais de Internet, que acontece na próxima terça-feira (20/05), em São Paulo. O evento deste ano conta com a novidade de dois curadores responsáveis pelas duas salas, além de seus palestrantes. São eles: Martha Gabriel, autora de cinco livros, incluindo o best seller “Marketing na Era Digital”, com a sala Marketing, Business & Innovation e, Diego Eis, um dos maiores especialistas do Brasil em Front end, que ficará por conta da sala Tableless.

Quem fecha o 16º Encontro Locaweb – edição São Paulo, é Walter Longo, presidente da Grey Brasil e mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm – holding de comunicação do Grupo WPP, que abordará a “Gestão na era pós-digital”.
As inscrições podem ser feitas pelo site pelo valor promocional de R$50,00, pois nós do Digitalking somos parceiros do evento! Basta usar o código: ParceriaDigitalking no momento da compra para ganhar o desconto de 50%!

Os interessados em participar também poderão se inscrever no dia e local do evento. A expectativa da organização do Encontro, que já passou por outras cinco capitais, é que ele reúna o total de 3.500 participantes.

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Sao Paulo - Quadrado

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Serviço

  • 20 de maio de 2014 – São Paulo
  • Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569 – Consolação
  • Investimento: R$ 50,00 (com o código de desconto do Digitalking)
  • Programação e inscrição pelo site: eventos.locaweb.com.br

Para cadastramento, os jornalistas interessados devem mandar e-mail para fernanda.valim@edelmansignifica.com ou sergio.pedroso@locaweb.com.br com nome completo, RG e nome do veículo.

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Sobre a Locaweb

A Locaweb é líder em Hosting Infrastructure Services no Brasil e na América Latina em 2012, segundo a IDC. Com 16 anos de experiência, cerca de mil funcionários e mais de 260 mil clientes, oferece soluções em Software (SaaS), Plataforma (PaaS) e Infraestrutura (IaaS) e tem capacidade para mais de 25 mil servidores. De acordo com o relatório Hostmapper, a empresa é líder isolada no mercado de domínios .com.br. Entre 2012 e 2013, adquiriu três novas empresas: a Eventials (plataforma para transmissão de eventos), a Tray Commerce (plataforma de loja
virtual) e a All In Mail (plataforma de envio e gerenciamento de campanhas de e-mail marketing), criando o Grupo Locaweb.

06/05/2014

Case Heineken | ProXXIma 2014

Filed under: Ad Tech,Advertising,online — Tags: , , , — Luis Felipe Grassitelli @ 17:24

Pessoal, como estão?

Hoje rolou no ProXXIma 2014 uma palestra super legal apreesntada pelo Jeremy Brook, Global Head of Digital Strategy and Media Innovation da Heineken (Belo cargo, diz ai?)

A Bruna Camargo (Produtos e Soluções da Globo.com) conferiu a palestra e fez um resumo bem legal para quem não teve a oportunidade de participar.

Segue:

Heineken Ignite:

Eles precisavam tornar a Heineken tão atrativa e com sinal de status na balada quanto um drink ou uma garrafa de Champagne, então criaram a primeira garrafa de cerveja interativa.

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Dance More, Drink Slow:

Ação em parceria com o DJ Armin van Buuren.

Conceito: Quem dança mais, bebe moderadamente.

http://www.theheinekencompany.com/media/features/dance-more-drink-slow

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Departure Roulette:

Ação no aeroporto JFK, em que os passageiros abriam mão da viagem que tinham programado e aceitam o desafio da Heineken de ir para algum lugar sorteado pela “Departure Roulette”.

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Continuação da ação Departure Roulette:

Eles selecionaram algumas pessoas que ao assistirem o vídeo da ação Departure Roulette, tuitaram que “também largariam tudo e embarcariam para o destino sorteado”. Foram atrás dessas pessoas com a roleta e gravaram episódios deles chegando em seus destinos sorteados.

Canal no YouTube com os episódios (precisa fazer login pra assistir): https://www.youtube.com/user/heinekendropped/videos

Trazendo para terras canarinhas, ele falou do case “Radler”, que aqui no Brasil não foi com a Heineken, mas com a Kaiser. E passou um comercial do Kawaka:

E vocês, o que acham das ações da Heineken no mundo publicitário?

Espero que gostem!

PS: Valeu Bru!

17/03/2014

Automação: Por uma indústria eficiente. Por um INBOX vazio.

Filed under: Ad Tech — Tags: , , — Luis Felipe Grassitelli @ 15:48

RTB.

Dentro do universo digital, com certeza o RTB foi a sigla mais falada nos últimos 2 anos e que movimentou grande quantia quando o assunto foi investimento, inovação e tendência, mesmo que diversos estudos e especialistas digam que a representatividade do RTB vá atingir no máximo os 30% do investimento total de mídia nos US nos próximos anos (já está em 20%).

O restante da grana ainda está na negociação direta com grandes anunciantes, que gastam muito dinheiro e perdem muito tempo para montar uma única campanha. Só para ter uma noção, por mês, nos US são gastos mais de 400 horas e USD $50,000 em média para se criar uma campanha. Enquanto isso, veículos gastam 1,600 horas e algo próximo a 18% de sua receita total na operação de tráfego e resposta de PI’s.

Para mim está claro que há um problema e uma grande oportunindade na mesa. E é um problema antigo, diga-se de passagem.

O que tenho visto tanto aqui dentro como fora do país são empresas de tecnologia que tem tentado ganhar mais dinheiro com as negociações diretas dos veículos. O que o mercado precisa, especificamente para a relação direta entre compradores e vendedores é algo que dê a ambos mais eficiência e uma melhor relação custo x benefício. O que o mercado precisa agora, com este gigante crescimento de empresas de tecnologia que pipocam toda semana é AUTOMAÇÃO. O custo operacional é gigantesco e representa grande parcela na receita total de ambos os lados (compradores e vendedores).

Uma plataforma web-based, conectada às demais ferramentas que elimine o uso do Excel e as toneladas de e-mail trocados diariamente e faça com que compradores e vendedores transacionem mídia de maneira eletrônica. Problema este que tende a ficar cada vez maior num cenário onde o processo de criar e subir uma campanha fica cada dia mais complexo devido a quantidade de tecnologia envolvida no meio do workflow. Algumas empresas já tentaram resolver este problema, outras estão tentando mas nenhuma conseguiu desenvolver o produto certo para resolvê-lo. Porém, estamos entrando num momento de performance e eficiência com o RTB e, tanto anunciantes quanto veículos já estão começando a se acostumar com isso e devem passar a procurar esta mesma eficiência em seus outros canais e fluxos de compra e venda de mídia. A adoção e aceitação a um modelo que traga redução do custo operacional e mais eficiência com certeza é muito maior hoje do que ha alguns anos atrás.

É uma missão o quanto tanto complicada. Até porque a quantidade de tecnologia e a particularidade de como elas são utilizadas por cada um também é um fator que multiplica a dificuldade do desenvolvimento de uma plataforma eficiente e preparada para qualquer tipo de situação e cliente.

Ainda que seja um sonho querer ter uma plataforma que ligue ambas as pontas, imagino que ela deva ser Web-Based, escalável, baseada em API’s e totalmente integrável a dados proprietários e de terceiros. Deve ser customizável para que tenha valor em toda a cadeia. Falo em sonho, porque hoje empresas como a gigante Operative, por exemplo, ainda é carente de uma boa API e documentação técnica. Imagine um sistema com um login único onde é possível fazer tudo para comprar e vender mídia. Fuck Yeah!

Hoje temos alguns players grandes que estão competindo por esse pedaço do bolo. Não o da plataforma que eu sonho, mas o da receita da venda direta de mídia. Google, PubMatic e Rubicon (essas 2 últimas com grandes chances de se tornarem públicas em breve). Exatamente por esta especulação, estes players estão desesperados para aumentar sua receita anual e gerar valor de mercado. Com a entrada em mercados emergentes e promissores como o Brasil, há uma chance incrível de desenvolvimento de mercado e novos produtos. Mas lembrem-se de que 80% da receita total deste mercado passa longe da receita deles. A grana está em branding. Na negociação direta.

Hoje já existem formas de utilizar a ferramenta destes players para negociar diretamente com um comprador. Já é comum escutar os termos “programmatic direct”, “private auctions” e “preferred deals”. Modelos de negócio criados para uma relação one-to-one/one-to-few E realizada eletronicamente. O problema é que estes modelos, em sua grande maioria utiliza o inventário remanescente (não garantido), cobra fees altos e não gera muito valor para o veículo.

A pergunta que me faço é se a tecnologia vai conseguir unir as duas pontas de maneira suave. DSP’s e SSP’s, em tempo real, para de fato gerar valor para a indústria, que tem se tornado uma empilhadeira de tecnologia e altíssimos fees. Para isso, precisamos de um player agnóstico a tecnologia e que entenda muito do mercado,dos modelos de negócio existentes e as necessidades da indústria.

Acho que este caminho é irreversível para a saúde do mercado. Muito se especulou e muito se falou de RTB e programmatic. Estamos vivendo a especulação agora. É o momento de interesse e de inovação.

E posso falar que estou ansioso para ver o que vem pela frente no que diz respeito a automação de workflow e integração com ferramentas.

18/02/2014

Panorama do mercado móvel no Brasil e LATAM para 2014

Filed under: Ad Tech — Luis Felipe Grassitelli @ 15:37

Por André Sandoval da US Media Consulting

O mercado móvel da América Latina tem crescido de forma rápida e vertiginosa, mostrando novas tendências em termos de comportamento e uso. Se a tarefa de classificar os dados apenas para entendê-los já é desafiadora, imagine então tirar proveito deles. Por isso, decidimos oferecer um panorama estatístico para ajudar a destacar fatos importantes que podem influenciar a criação de campanhas publicitárias móveis na América Latina em 2014 e no futuro.

Usuários de celulares
De acordo com a GSMA, a América Latina possui 328 milhões de usuários individuais de serviços móveis. Até o final de 2014, o número de usuários de celulares naAmérica Latina alcançará a marca dos 341 milhões e, em 2017, de 374 milhões.

Maiores mercados
Brasil tem 112 milhões de usuários de celulares, seguido pelo México (97,6 milhões) e Argentina (53 milhões).

Crescimento da internet móvel
Um relatório do site Guialocal.com intitulado Invasión móvel Latinoamerica 2013analisa o mercado móvel da América Latina a partir de diferentes perspectivas. Um delas refere-se ao crescimento de usuários que acessam a internet de um smartphoneou tablet. A Costa Rica liderou a América Latina nessa área em 2013, com um aumento de 332%. O Brasil foi o segundo que mais cresceu em número de usuários de internet móvel (244%), seguido da Argentina (221%), Colômbia (216%), México (213%), Chile (185%), Porto Rico (166%), El Salvador (161%) e Venezuela (161%).

Conexões de banda larga móvel
De acordo com o relatório da GSMA – Mobile Economy Latin America 2013 – as conexões de banda larga móvel na América Latina alcançarão a marca de 275 milhões em 2014 e de 500 milhões em 2017.

Smartphones
No final de 2013, o número de proprietários de smartphones na América Latina era de 114 milhões e, no final de 2014, será de 146 milhões. Em 2017, serão 243 milhões de proprietários de smartphones na América Latina, com 44% de penetração geral desses dispositivos. Analisando os principais mercados, descobrimos o seguinte:

  • A Argentina terá 12,7 milhões de usuários de smartphones em 2014
  • O Brasil registrará 41 milhões de usuários de smartphones em 2014
  • O México terá 33 milhões de usuários de smartphones em 2014 e as vendas gerais desses dispositivos em 2014 (incluindo usuários novos e existentes) devem alcançar mais de 37 milhões de unidades

Para outros mercados, é mais difícil determinar o número exato de usuários desmartphones. Apesar disso, eis o que sabemos:

  • As vendas de smartphones no Chile ultrapassaram 6,6 milhões de unidades em 2013 e a penetração é pouco superior a 25%
  • No final de 2013, a penetração de smartphones no Peru cresceu de 14% para 17%
  • De acordo com a GSMA, a penetração de smartphones no Uruguai e na Venezuela situou-se ligeiramente acima de 20%
  • A GSMA relatou que a penetração de smartphones na Bolívia foi de 10% em 2013
  • O Equador registrou uma penetração de smartphones de quase 20% em 2013
  • Smartphones responderam por mais de um terço dos 12 milhões de celulares vendidos na Colômbia em 2013
  • Mais de 2,6 milhões de smartphones foram vendidos no Peru em 2013 e esse número deve subir para 4,9 milhões em 2014
  • A Scarborough relatou uma taxa de penetração de smartphones de 36% em Porto Rico em 2013
  • A penetração de smartphones na Venezuela foi de 30% em 2013

Tablets

  • De acordo com a IDC, as vendas de tablets no México em 2013 alcançaram a marca de 4,3 milhões e, em 2014, 6,2 milhões de unidades serão vendidas no país
  • Mais de 900 mil tablets foram vendidos na Argentina em 2013, contra 400 mil unidades em 2012 e 233 mil em 2011
  • As vendas de tablets no Brasil registraram aumento de 119% em 2013 e alcançaram quase 8 milhões de unidades – em 2014, serão 10,7 milhões; estima-se que o número de tablets em uso no Brasil supere a marca dos 11 milhões
  • Mais de 1,6 milhão de tablets deverão ser vendidos em 2014 no Peru: foram 828 mil unidades em 2013, um aumento de 132% frente a 2012
  • As vendas de tablets triplicaram no Chile em 2013 e alcançaram a marca de 1,5 milhão, com projeção de chegar a mais de dois milhões de unidades vendidas em 2014

Aplicativos móveis
De acordo com a Competitive Intelligence Unit, a taxa de penetração de aplicativos móveis na América Latina foi de 28% em novembro de 2013. A maioria dos latino-americanos prefere aplicativos gratuitos aos pagos. Os aplicativos da Google Play ficaram com a maior fatia do mercado (41,5%).

Aplicativos populares
De acordo com um estudo conduzido pela Softonic em 2013, os aplicativos mais baixados em espanhol foram o WhatsApp e os aplicativos móveis do Facebook e do Opera Mini. Uma pesquisa feita pela Qualcomm mostrou que o WhatsApp foi o aplicativo mais popular entre os brasileiros, seguido pelo WeChat e o aplicativo móvel do Facebook. Outro estudo da OnDevice mostrou que o WhatsApp está em 72% dos smartphones no Brasil, enquanto o Facebook Messenger está instalado em 49% deles e o Skype, com 30%, ficou em terceiro lugar.

Investimento em anúncios móveis
De acordo com a eMarketer, o México é líder na América Latina em investimentos com publicidade móvel e a empresa estima que esses investimentos no país aumentarão 87% em 2014, alcançando um total de US$ 173 milhões. Em comparação, os investimentos com publicidade móvel no Brasil devem somar US$ 132 milhões em 2014. Apesar disso, a eMarketer acredita que os investimentos em anúncios móveis no Brasil cresçam e cheguem a US$ 731 milhões em 2017. Embora outros países da Latam não registrem o mesmo nível de aumento de investimentos com publicidade móvel, o gerente de planejamento publicitário da Telefónica Digital na América Latina, Leonardo Hilario, recentemente projetou que a publicidade móvel crescerá 70% ao ano até 2017.

Fonte.

 

04/02/2014

O risco de perder o controle.

Filed under: Ad Tech,Mídia Programática — Tags: , , , — Luis Felipe Grassitelli @ 11:27

O mercado está cada vez mais inflado de empresas que prometem entregar resultados incríveis, de maneira inteligente e com garantia de retorno. Tudo isso empacotado num incrível produto desenvolvido por empresas gigantes e engenheiros especialistas.

Num mercado que usa cada vez mais tecnologia, vemos cada vez mais casos como o da imagem abaixo.

facasss

Algo estranho com a publicidade?

O risco que os veículos correm ao abrir seus espaços publicitários para “representantes” de venda, como redes e exchanges (que trabalham em tempo real) é esse. Perder o controle. Cometer uma gafe. Queimar seu conteúdo.

Potência não é nada sem controle. Além de escolher muito bem os parceiros com quem trabalhar, a mão de obra especializada deve estar nos planos de todos os veículos e anunciantes. Empresas de tecnologia vem ganhando cada vez mais espaço e dinheiro provendo algorítmos matemáticos e metodologias de entrega de publicidade digital, feitas para entender o conteúdo da página e o usuário que está ali. Naquele momento.

Independente da eficiência, do futuro e da evolução deste mercado, a marca sempre quer falar com seu consumidor. A relação um a um, mesmo que num modelo que use tecnologia ainda é de extrema importância para toda esta cadeia de valor, ter valor.

Neste caso citado acima, todos saem perdendo. Tira o foco do principal ativo do veículo, que é o conteúdo e deixa de fazer a comunicação entre a marca e consumidor. E isso vem acontecendo com certa frequencia.

Isso acontece porque empresas como o Google (que é a responsável pela escolha do anuncio no exemplo citado) desenvolveram tecnologias que tentam entender o contexto da página, como se estivessem lendo o conteúdo de fato, e tentam entregar publicidades relativas a este contexto.

Um ser humano não deixaria isso passar. Um especialista deste mercado, poderia evitar casos como estes com alguns cliques simples e uma boa estratégia de gestão de campanhas. Uma marca nunca escolheria este canal para veicular seus produtos e o veículo nunca iria vender este espaço para esta marca.

Uma dica? Cuidado.

 

31/01/2014

“Qualidade”, aceita “Quantidade” como seu marido?

Filed under: Ad Ops,Ad Tech — Tags: , , , — @ 15:13

QUALIDADE x QUANTIDADE: O que priorizar?

Esse paradoxo está presente na vida de milhares de pessoas todos os dias: elas têm que muitas vezes decidir se podem abrir mão da qualidade para conseguir entregar mais (ou em um prazo muito curto).

No mercado que estamos inseridos, e do qual vou falar um pouco neste post, o mercado de Ad Operations, essa é uma questão que bate à porta toda vez que um Campaign Request/PI/AdInfo ou qualquer nome (já vi pelo menos uma dúzia deles) que você possa dar a requisição para inserção de uma campanha, é recebido.

Quantas vezes já se deparou com uma campanha gigantesca que, foi solicitada para ser entregue com um prazo mais apertado? Nessas horas o velho fastasma da “QUALIDADE x QUANTIDADE” aparece novamente.

Mas o que priorizar?

Antes de responder, quero explicar o porquê você deve analisar os dois pontos antes de escolher um lado: sabemos que as circunstâncias são diferentes em cada caso, e atender o seu cliente em prazo diferenciado, pode significar a permanência dele na empresa (assim é como muitos sem sentem a respeito quando tratam com clientes que trabalham com um prazo muito apertado) e consequentemente manter o emprego de diversas pessoas, e o organismo empresa funcionando de forma saudável.

Mas muitas vezes, essa gana de atender de forma rápida deixa de lado o fator “QUALIDADE”, talvez deixando de lado processos de QA (Quality Assurance) para que as entregas sejam feitas no prazo solicitado.

Nesta hora, qual lado tomar?

Acredito que alguns pontos podem ajudar bastante, tanto quem produz, tanto quem solícita, a entender que existe um casamento entre “QUALIDADE x QUANTIDADE”. Isto é, você pode entregar mais, e com qualidade. Como?

Minhas dicas são baseadas em 3 fatores:

1) Análise bem o que deve ser feito.

– Se você souber o que deve ser feito, conseguirá analisar quais são os impactos dessa solicitação. Gaste alguns minutos e entenda bem o que foi pedido, como deve ser feito e a urgência que foi lhe passada.

2) Converse com o cliente e o conscientize a respeito dos esforços necessários

imaginou que seu cliente muitas vezes não sabe o esforço que será necessário para atender o pedido que ele lhe enviou? Explicar para ele o que está envolvido o ajudará a entender que você estará fazendo o seu máximo para atendê-lo.

3) NUNCA deixe a qualidade de lado

– Não deixe de lado os procedimentos voltados a qualidade no seu trabalho. Procedimentos de checagem são imprescindíveis para garantir uma boa entrega. Um erro pode jogar todo o seu trabalho por água abaixo: não adianta colocar o seu time inteiro para fazer uma entrega em prazo excepcional mas a entrega estar incompleta ou com problemas. Muitas pessoas são afetadas quando ocorrem problemas como esse – e pode ter certeza, que você e sua empresa serão alguns dos maiores prejudicados.

Não importa qual seja o mercado que você esteja inserido, você sempre deve procurar fazer o seu máximo em entregar um trabalho de qualidade. Você SEMPRE será cobrado para entregar um ótimo trabalho, e se você zelar pela qualidade, os benefícios virão de forma tangível e intangível mais rápido do que você imagina.

22/01/2014

O Varejo para o Sell-Side no Digital

Filed under: Ad Tech,E-commerce,Mídia Programática,RTB — Luis Felipe Grassitelli @ 15:05

Varejo é a venda de produtos ou a comercialização de serviços em pequenas quantidades, ao contrário do que acontece na venda por atacado, o varejo é a venda direta ao comprador final, consumidor do produto ou serviço, sem intermediários.

A deifnição de varejo hoje no digital, pelo o que eu entendo é tudo o que envolve uma transação eletrônica direta. Vender algo.

A métrica de sucesso para um e-commerce é o ROI. Performance. E como já falamos aqui no Digitalking, os responsáveis por entregar este tipo de métrica e trabalhar muito bem com este modelo de negócio são gigantes como Google, Facebook e grandes empresas de tecnologia, por exemplo. As informações sobre o consumidor/internauta passaram a valer muito e vão valer cada vez mais.

Imagine que você acaba de entrar numa loja virtual, coloca um produto de seu interesse no carrinho de compras, mas por qualquer motivo não efetua a compra. Quão valioso é você para esta loja? Quais estratégias esta loja pode adotar para tentar fazer com que você, de fato, compre este produto?

Empresas especializadas neste tipo de estratégia, como o Google, conseguem obter esta informação e entregar publicidade direcionada para você, que acabou de abandonar o carrinho. O objetivo da loja é vender, certo? Entregar uma publicidade direcionada, com um desconto especial daquele produto que você acaba de deixar no carrinho é incrívelmente mais eficiente do que entregar uma propaganda qualquer em algum lugar, mostrando somente o nome da loja.

Este modelo de performance impacta diretamente nos veículos digitais, que em sua grande maioria vendem seus espaços por exposição. O CPM (Custo por mil impressões) é o modelo de negócio mais comum. Os grandes sites sempre estiveram acostumados com atacadistas, que precisam expor suas marcas para os usuários. As vezes com promoções e divulgações especiais, em canais especiais e de grande audiência. O custo para você fazer uma veiculação desta é diretamente proporcional às páginas e conteúdo que esta publicidade está inserida e ao tipo de usuário que a marca gostaria de impactar.

A partir do momento que uma marca como a Nike, abre seu e-commerce, que é um site transacional, de vendas e que busca ROI, ela se torna um varejista?

O problema que o mercado vem encontrando com este “novo” modelo de varejo é que muitas marcas conhecidas como atacadistas  estão criando canais de varejo na internet com a facilidade dos e-commerces.

Mas qual o problema disso?

Para este tipo de Marca/Site, o conteúdo ou o canal de veiculação é irrelevante. O que importa é o usuário! Você, que acabou de abandonar um carrinho de compras de uma loja virtual. Porém, os veículos digitais  se sustentam por causa de conteúdo e audiência e para isso cobram “caro”.

Para o varejo, que está comprando tecnologia (usuário) a exposição da marca, pura e simples, é disperdício de dinheiro. Menor ROI. Os veículos digitais por sua vez, começaram a adotar e fechar parcerias com empresas que pudessem pegar seus espaços publicitários e vender performance para esta demanda. Não acessar uma receita tão expressiva era deixar dinheiro sobre a mesa. A filosofia de “testaremos tudo” acabou desencadeando uma crise geral nos veículos de todo o país. Uma vez que empresas como Nike pagavam 100 para divulgar sua marca e ter exposição e passaram a pagar 1 porque a exposição não interessava mais, todo um modelo de negócio e projeção de receita começaram a desmoronar.

Para o Buy-Side (anunciantes), tudo está caminhando bem. Suas vendas vem aumentando, o mercado varejista é extremamente promissor e o dinheiro não para de entrar. Para o Sell-Side (veículos), o sinal de alerta. A definição de um novo modelo de negócio para o varejo precisa ser adotado rapidamente para que veículos digitais médios e grandes consigam estabilizar sua receita (e o mercado) neste ano.

Não dá para considerar uma faculdade como varejo. Vender matrículas ao invés de ensino deve ser tratado como exceção da regra. Jájá se a Armani começar a vender roupas pela internet ela vai começar a ser tratada como uma empresa única e exclusiva de e-commerce.

Os novos modelos de RTB e tecnologias de compra programática de mídia terão um papel fundamental neste momento. Mas o que deve ficar claro para o Sell-Side é que é preciso mão de obra especializada para fazer este modelo dar certo.

Porque sem querer, o sell-side deu um tiro no pé.

A Nike foi usada como exemplo e não mostra a realidade (por hora, rs).

14/01/2014

Atenção tripulação! Preparar para ignição!

Filed under: Ad Tech — Tags: , — Luis Felipe Grassitelli @ 11:42

Tivemos um ano muito legal!

Nossas postagens foram compartilhadas pela IAB Brasil diversas vezes no ano. O tempo médio de permanência na página já é de mais de 4 minutos. Antecipamos diversas tendências e assuntos sobre o mercado. Recebemos muitos feedbacks positivos nas redes sociais. Palestramos no encontro de comunicação da Anhembi Morumbi. Em Dezembro começamos a fazer uma campanha super legal para trazer mais usuários para nossa página do Facebook. Nossa audiência aumentou. Nosso ânimo, também.

Mas, o mais importante para nós foi poder desempenhar um papel educativo para o mercado e para pessoas interessadas no assunto.

A palavra para nosso ano é: Pé no acelerador! 

Gostaríamos de compartilhar com vocês 2 novidades de Janeiro: Nossa nova identidade visual e a vinda da Beatriz Dourado para escrever sobre Social Media aqui para o Digitalking.

logo

Logo Digitalking 2014

A Bia trabalhou conosco na Predicta e é referência no mercado de Social Media.

A meta deste ano é termos cada vez mais colaboradores escrevendo para o Digitalking. Colaboradores que estão atuando no mercado e que possam multiplicar o conhecimento deles para vocês, leitores e interessados.

Nosso objetivo é ajudar os novos talentos que estão ingressando na área, reciclar o conhecimento dos que já atuam nela e dar nossa opinião sobre o futuro desta indústria.

Esperem um 2014 com o Digitalking mais ativo, com mais postagens interessantes e ajudando cada vez mais as pessoas entenderem esta complexa indústria bilionária.

Vamos que vamos!

Um excelente 2014 para todos nós.

19/12/2013

Permita-me abrir e hospedar suas imagens.

Filed under: Ad Tech,Advertising — Tags: , , , , , — Luis Felipe Grassitelli @ 09:37

Em recente comunicado o Google anunciou sua nova funcionalidade do Gmail: Abrir suas imagens automaticamente. Segundo o gigante da tecnologia, agora todas as imagens serão hospedadas nos servidores do Google e passarão por uma varredura e seguirão práticas de segurança para que não haja perigo de você, sem querer, baixar algum malware ou vírus para seu computador ou celular. Resumindo: Você não precisa clicar mais na opção de “msotrar imagens” nos seus e-mails.

A manobra faz sentido do ponto de vista de infraestrutura e carregamento. Cachear as imagens e entregá-las depois faz sentido para mim e deve reduzir o custo de infraestrutura deles.

Porém, segundo a imagem abaixo, algumas regras são adotadas pelo gigante para garantir tal segurança:

gmail_new_policies

Para o usuário, aparentemente todas as mudanças fazem sentido. Tempo de carregamento, segurança, menos spams, porém o que me assusta é o risco gerado para todo um modelo de negócio chamado E-Mail Marketing.

Antes de discutir sobre minha opinião sobre o impacto desta mudança nesta indústria, gostaria de colar aqui 2 slides do Vicente Rezende, Diretor de Marketing da nova pontocom, que falou sobre a importância do E-Mail Marketing para as maiores empresas de e-commerce do Brasil este ano em um dos eventos promovidos pela IAB:

pergunta

resposta

A Novapontocom gerencia os e-commerces: Casas Bahia, Extra, Ponto Frio, Barateiro e Partiu Viagens. Somados, representam mais de 20% do market share no Brasil e fecharam 2012 com 3.7 Bilhões de faturamento.

Qual o impacto desta mudança no Gmail para os anunciantes?

Os e-mail marketers não poderão mais obter informações das imagens. Eles irão receber uma unica informação do Google, que será usada para mandar as mesmas informações para todos os usuários do Gmail. A não ser que você clique em algum link de fato os anunciantes não terão a menor ideia se suas imagens foram se quer abertas. Sempre que você clica no “mostrar imagens” um pixel de marcação é carregado para registrar que a imagem foi vista pelo usuário. Esta é uma das principais métricas das campanhas de e-mail marketing. Além do que diversas ofertas do E-Mail marketing são mecanismos de retargeting e chegam até você através de um conjunto de dados. Dados estes que serão limitados e deixarão de trazer uma boa experiência para o usuário. A melhoria na privacidade que o Google está propondo faz com que o gigante do Search, mais do que nunca tenha mais controle sobre os e-mails do Gmail e seu conteúdo.

Agora vamos parar para pensar. Qual a outra alternativa aos anunciantes para impactar usuários do Gmail?

Links patrocinados.

Há não muito tempo atrás o Google falou que os links patrocinados iriam tomar um espaço nos e-mails do Gmail, até os corporativos.

Uma vez que uma indústria que tem se mostrado extremamente eficiente com o uso do e-mail marketing perder métricas de sucesso e mensuração de suas campanhas (dados), automaticamente terão que investir mais em outros meios de divulgação para suprir o gap deixado pelo e-mail marketing.

Uma manobra que fortifica ainda mais o Google. Que dentro do landscape digital aposta no crescimento horizontal.

Não li absolutamente nada sobre isso aqui no Brasil (talvez porque eu esteja fora dos “microblogs”), mas o que me deixa extremamente espantad é que nos reports da eMarketer deste ano, o que mais se viu foi o crescimento do e-commerce e a previsão otimista para os próximos anos. Nos painéis de discussão e palestras ao longo do ano todos falaram sobre o potencial incrível do e-commerce, mas nada se falou da mudança no Gmail, que impacta diretamente este segmento quando o assunto é marketing digital.

Lá fora há uma discussão intensa sobre esta mudança. A cobrança dos anunciantes é grande. A manobra foi estratégica, sim, mas um movimento que vai contra a saúde de uma indústria bilionária posiciona o Google como inimigo em mais um “silo” desta cadeia de valor.

Tem uma frase do Martin Sorrel, CEO da WPP que faz sentido neste cenário:

Sorrell said, because “you wouldn’t entrust your media plan to a legacy media owner so why would you trust Facebook or Google? Google sells Google. Facebook sells Facebook. Twitter sells Twitter.”

Fica a reflexão para o final do ano…

28/11/2013

A minha avaliação para a Lulu

Filed under: Ad Tech — Tags: , , , , , — Luis Felipe Grassitelli @ 12:27

Sem dúvidas, esta semana foi a semana da Lulu. Pelos corredores do trabalho, na mesa de bar, na rua, no shopping, no carro, em todo lugar. Tadinha da Lulu, deve estar com a orelha quente.

Todas as mulheres que compartilham seus gostos com a Lulu não a conhecem. Em compensação a Lulu sabe tudo sobre elas. Pelo simples fato de que todas elas começaram a compartilhar informações sigilosas e pessoais sobre seus costumes sexuais, interesses e comportamento.

Por falta de analogia melhor é como ir ao confessionário e o Padre anotar tudo o que você fala num caderninho para poder divulgar na missa depois – o que neste caso, seria um escândalo religioso (rs).

Se pararmos para pensar, só neste ano presenciamos diversos app’s que fizeram tremendo sucesso. Alguns fizeram muito barulho e depois cairam no esquecimento e alguns foram vendidos por quantias inimagináveis.

E acho que a pergunta que todo desenvolvedor/fundador se faz quando atinge este sucesso é: E agora, como vou ganhar dinheiro com isso?

No caso da Lulu – e motivo deste texto aqui no Digitalking – a resposta para mim é clara: Dados de perfil de usuários.

Apesar de o aplicativo não trabalhar com Big Data (e por isso passar por problemas de escalabilidade), a quantidade de dados e informações super específicas (e pessoais), em grande quantidade e de diversas fontes diferentes estão sendo armazenadas. E o melhor de tudo é que são dados de altíssima precisão e confiabilidade, uma vez que não há inferição de dados. São as próprias mulheres que estão falando o que pensam, o que gostam e o que querem. Estes dados, trabalhados em uma estrutura de Big Data vale muito dinheiro em diversos mercados, inclusive o digital. Transformar todos esses dados em informação, com certeza deve ser a estratégia de negócio dos fundadores do Lulu.

Aqui no Brasil já criaram o Tubby, aplicativo que promete fazer exatamente a mesma coisa que o Lulu, mas para homens avaliarem as mulheres. E tenho certeza que a estratégia comercial é a mesma. Tratamento, armazenamento e qualificação de dados de usuários para venda.

A privacidade (a falta de) é um assunto que está em pauta e com muito peso em diversos segmentos. O que uma empresa pode ou não colher de informações e o que ela pode fazer com elas é o principal tópico dos fóruns de privacidade na internet. Acontece que, quando promovemos a ação humana, mesmo que através de um aplicativo, este assunto toma menos importância. As mulheres (usuários) não estão sentando nas mesas de bar e em restaurantes para comentar sobre a privacidade delas e sim sobre o ex-namorado daquela menina que ela não gosta que está super bem ranqueado no aplicativo.

O assunto é importante e muitas vezes passa desapercebido, ou por uma boa estratégia de marketing ou por ignorância dos usuários com o assunto ou os dois. Mérito dos fundadores do Lulu que souberam aproveitar a oportunidade e o momento.

#BuracoÉMaisEmBaixo #PadreEspião #NoAnonimatoÉMaisGostoso #BigData$ #FofocaPraMulherÉSuce$$o

 

27/11/2013

50 Tons de retargeting

Filed under: Ad Tech,Mídia Programática — Tags: — Luis Felipe Grassitelli @ 18:14

Retargeting. Com certeza você já ouviu falar e já presenciou seu uso, mesmo que não saiba disso. O retargeting tornou-se um termo comum no meio do marketing digital e é muito usado principalmente pelos principais anunciantes varejistas do país como Dafiti, Netshoes, Casas Bahia, Magazineluiza, Americanas, entre alguns outros. Escrevemos há um tempo atrás o texto: “O lado negro do Retargeting” que levanta os pontos do retargeting quando utilizado de maneira incorreta.

Vamos reunir aqui neste post quais são as opções de retargeting disponíveis e como elas funcionam de fato. O não entendimento da tecnologia e de seus possíveis caminhos são, na maioria das vezes, o responsável pelo fracasso das campanhas que utilizam a tecnologia. A Chango fez um infográfico que ajuda a entendermos um pouco mais das opções e funcionamentos do retargeting:

7 tipos de retargeting

A imagem acima é auto-explicativa, mas vamos passar um pouco sobre cada passo do retargeting para tentar deixar tudo mais claro e fazer com que todos saibam a “mágica” que acontece por de trás das publicidades altamente segmentadas para você, usuário.

O Retargeting está dividido em 2 etapas principais: Intenção e Ação.

A primeira funciona como uma ferramenta de prospecção de possíveis alvos, que alimenta seu funil de conversão. A segunda serve para que algo seja entregue para este possível alvo futuramente.

Lembre-se que uma boa campanha de retargeting sempre combina diferentes tipos de tecnologia (métodos de intenção e ação).

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1. Search Retargeting

Qualquer pessoa que trabalhar com SEM (Search Engine Marketing) vai falar para você que o search é o maior e melhor canal para se obter informações de intenção de compra. O que faz todo o sentido uma vez que o usuário está escrevendo exatamente o que ele quer. É como se ele estivesse levantando a mão e dizendo qual é sua intenção naquele momento. O SEM funciona tão bem que é complicado de orçar os budgets para as campanhas e acompanhar de fato quais são os melhores KPI’s para se analisar.

O Search está totalmente relacionado a Performance. Ele surgiu para trazer eficiência para o mercado display. O Search Retargeting encontra aquelas pessoas que não entraram no seu site, mas que procuraram por algum termo relacionado à sua empresa no Google, Yahoo! ou Bing. Isso é extremamente importante para você trazer novos usuários para o seu site: Usuários que já demostraram interesse em algum produto e/ou assunto que se relaciona com seu site mas que ainda não entraram de fato na página.

 

 2. Site Retargeting

Pense neste retargeting como um passo mais próximo do seu potencial usuário. Até porque o usuário buscou por alguma coisa que levou ele até sua página. Com isso você pode acompanhar este usuário durante toda a navegação dele no seu site.

O ponto mais importante é decidir quando usar o retargeting e qual o seu objetivo. Ex: Um site transacional provavelmente gostará de saber quando o usuário abandonar um carrinho de compras e quais os produtos que ele visitou e/ou tem interesse, para assim poder impactar este usuário mais para frente com publicidades, promoções especiais ou o com o famoso e-mail marketing.

 

3. SEO/SEM

SEO/SEM são artificios da página, então estão muito próximos ao retargeting do site e dos termos que foram utilizados no Search para trazer o usuário para dentro do site. Personalizar sua página, conteúdo ou publicidade analisando os termos procurados nos buscadores é um, dos muitos jeitos de retargeting.

 

4. E-Mail

Auto-explicativo suficiente, o retargeting por e-mail te dá a possibilidade de pegar todas as informações colhidas anteriormente e oferecer uma oferta, mensagem personalizada e/ou uma promoção por e-mail.

Faça o teste! Entre no Fast Shop, Walmart ou qualquer outro site que tiver cadastro e deixe um produto no seu carrinho. Em questão de horas você receberá um e-mail pedindo para que você volte e talvez te ofereça até uma promoção legal do produto que você deixou lá.

 

5. Contextual

Talvez o que cause mais espanto nas pessoas que não conhecem a tecnologia. O retargeting contextual é a troca de informações entre sites sobre um usário que está procurando algo nos buscadores que tenha a ver com estes sites.

Por exemplo, imagine um site de uma cia aérea e de um hotel trocando informações sobre reserva de passagens ou reservas do hotel para  atingir um usuário que procurou por termos semelhantes aos dos tipos de site.

 

5. Engagement

 Provavelmente o tipo de retargeting menos utilizado mas ao mesmo tempo extremamente potente. Retargeting por engajamento é visto nos games das redes sociais, em peças Rich Media e em vídeos basicamente. Como são materiais onde o usuário provavelmente estará engajado de verdade é possível entregar conteúdo personalizado de acordo com a ação de engajamento que o usuário tiver.

 

Resumindo, o fato é que existem diversos tipos de retargeting hoje, o que ajuda e facilita a vida do anunciante, que agora tem mais meios e mais chances de alcançar a sua audiência. Quando usado corretamente, com criativos eficientes, o que vemos é um grande crescimento do CTR/Conversões das campanhas que utilizam destes modelos de retargeting.

Provavelmente o banner ai do lado está te mostrando alguma coisa que você visitou nos últimos dias, não?

22/11/2013

O resumo de 2013 até o momento e uns pitacos para o ano da Copa.

Filed under: Ad Tech,E-commerce,Mídia Programática,mobile — Tags: , , , , , , — Luis Felipe Grassitelli @ 18:42

Estamos quase no final do ano e assim como todos os anos que se passaram, as previsões para o próximo começam a aparecer. Então acho válido darmos uma olhada no que foi falado em 2012 sobre o que aconteceria neste ano no mercado digital.

Os temas mais comentados pelos grandes profissionais e empresas giraram em torno de Mídia Programática (real-time bidding), Big Data, Mobile, Cross-Channel, Facebook FBX, Retargeting e entrega contextual, Vídeo, Novos Players de AdTech, Publishers brigando para aumentar seus eCPM’s, compra caixa-preta nos EUA, entre muitos outros tópicos.

Com certeza todos estes temas foram quentes durante o ano de 2013 e de alguma maneira participou – e vem participando – no crescimento do mercado como um todo. Mas falar individualmente dos erros e acertos de todos estes assuntos é irrelevante. Resolvi fazer um resumo das coisas mais importantes que vi acontecerem neste ano, especificamente aqui no Brasil.

Se fosse para listar os 3 assuntos em maior evidencia no mercado nacional que vimos em 2013, eu falaria que RTB/Performance, Usuário Multi Telas e Big Data, foram os mais falados.

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RTB/Performance

Este ano, com certeza o assunto mais falado pelos anunciantes, agências e veículos foi performance. Quando falo de performance, falo de RTB, Google, Facebook, Retargeters, DSP’s e SSP’s… Todos aqueles que trabalham ou viabilizam a compra/venda de mídia por performance e em tempo real. Seja do lado do veículo ou do anunciante.

Pelos corredores o que se escuta até agora é que mais de 50% do investimento de mídia nas grandes agências do Brasil são direcionados para o Google e Facebook. Movimento este que começou a assustar as maiores agências do país. Num mercado onde o BV (Bonificação por Volume) representa uma grande parcela da receita das agências, direcionar a verba de mídia dos maiores anunciantes para campanhas de performance passou a ameaçar diretamente a saúde financeira de todo um sistema pré-estabelecido de mídia. Digo sistema porque, apesar de o BV ser um benefício das agências a garantia de volume é o que faz os veículos se manterem de pé também. O mercado brasileiro é um mercado que apoia o relacionamento dos veículos com as agências e anunciantes, diferente do mercado norte americano, por exemplo, que tem uma divisão muito maior de audiência e que já está habituado a comprar mídia de maneira automática e eletrônica.

E se pararmos para analisar o landscape digital, o Google está presente da compra à venda da mídia fornecendo tecnologia e serviços nos principais “silos” da cadeia de valor deste ecossistema. Não colaborar para este sistema já pré-estabelecido é enfraquecer um dos lados de atuação dele próprio. Acredito firmemente que para o sucesso do negócio deles – e consequentemente, do mercado – aqui no Brasil haverá uma mudança estratégica (e política) por parte do Google (pagando BV). Coloco o Google em evidência pelo peso que ele têm e pelo papel que ele desempenhou no mercado nacional neste ano.

É importante colocar que quem movimenta o mercado de performance aqui no Brasil são os grandes varejistas. Empresas como Netshoes, Americanas, Casas Bahia, Extra, Walmart, Fast Shop, Dafiti, Magazine Luiza, Centauro, entre outros, tem dedicado cada vez mais a maior parte de sua verba de mídia digital para campanhas de performance. Seja com retargeting, DCO, AdWords, RTB ou veiculando suas campanhas em veículos que disponibilizam tecnologia e dados proprietários para entregar performance. O que vi neste ano é que os resultados destas campanhas de performance trazem maior ROI aos anunciantes por um preço muito menor do que os CPM’s praticados nos grandes portais para campanhas de branding. A relação custo x benefício é muito melhor do que as campanhas display padrão. Isso vem fazendo os eCPM’s dos veículos despencarem e vem encorajando os anunciantes a entrarem no mundo de compra de mídia programática com mais conforto e menos receio. O investimento em mídia ficou mais inteligente.

A depreciação do CPM dos maiores veículos do país fez com que outros players que fortalecem o sell-side viessem para o Brasil. E não somente isso. Os próprios veículos, que lutam e investem para levar bom conteúdo para o mercado, passaram a colocar em seu roadmap para 2014 o investimento em tecnologia para diminuir a fatia do bolo que Google e Facebook vem pegando com campanhas de performance. Este ano foi o ano de testes para o Sell-Side. Os veículos começaram a testar fornecedores de tecnologia de retargeting, criativos dinâmicos, qualificação de dados, conteúdo dinâmico e até SSP’s. Até então o único player que fornecia a tecnologia/serviço de SSP era o Google com a fusão da AdMeld com o Google Ad Exchange. Agora há competição neste mercado. PubMatic e Rubicon, referências mundiais neste tipo de tecnologia/serviços (SSP’s) começaram a ter atuação dentro do território canarinho e estão tentando trazer mais valor ao inventário, conteúdo e modelo comercial dos veículos. Além de desempenharem um papel educacional com os veículos e agências, mostrando como trabalhar com mídia programática.

Para 2014 veremos os veículos oferecendo produtos de performance (mídia programática) para o mercado comprador, com certeza. Além disso a utilização de dados proprietários dos veículos, integrando bases de CRM, navegação on-line e diversas fontes de dados de usuários já começou a ser utilizada a fim de tentar entregar as campanhas de seus anunciantes com mais qualidade e performance. Esta movimentação também fortalece a atuação de empresas de tecnologia, que fornecem plataformas e sistemas para que os veículos consigam, de fato, apreciar seu inventário.

Resumindo os parágrafos acima, este ano foi um ano de aprendizado e crescimento do RTB e mídia de performance no Brasil. Google e Facebook, devido a grande quantidade de informação que detém dos usuários tomou grande fatia do bolo por trazerem bons resultados e como conseqüência forçou o mercado vendedor (publishers) a investir em tecnologia para se manterem vivos e grandes para o próximo ano.

 

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Usuário Multi Telas

A previsão era de crescimento. E foi. De muito crescimento. Nos últimos reports da eMarketer e comScore o Brasil é apontado como o mercado emergente e que mais cresce nos últimos 2 anos em Mobile. Acontece que na metade do ano para cá, os reports tomaram outra cara. A analise do comportamento dos usuários que acessam a internet por aparelhos móveis, seja um smartphone, um tablet ou qualquer outro device móvel com conexão mostrou duas coisas aqui no Brasil: Para muitos usuários, o primeiro acesso à internet é através de um device móvel (Hoje temos mais celulares do que pessoas). A segunda coisa é que muitos usuários consomem mídia simultaneamente em meios diferentes. Hoje a TV, o celular e os tablets são tratados como telas. A tela do seu tablet é vista como a tela da sua TV. O que estamos presenciando no Brasil é reflexo de nossa economia e comportamento e isso vem abrindo portas para o desenvolvimento de novos produtos e ofertas publicitárias para o mercado. Neste ano conseguimos entender a hora exata do consumo dos usuários nas diferentes telas que ele consume. Seja na TV no final de semana, no celular durante a noite ou no notebook durante o horário de trabalho. Estamos conectados praticamente 24 horas por dia consumindo mídia, conteúdo relevante e campanhas infinitas de retargeting (rs).

Começamos a ver os veículos digitais, os produtores de games e os geradores de conteúdo utilizar este crescimento para inovar e trazer soluções tecnológicas e modelos de negócio inovadores para o mercado digital. A tão falada “segunda tela”. Emissoras de TV que detém conteúdo online já começaram a se movimentar para integrar seus conteúdos offline aos devices móveis. Extensões do conteúdo gerado na TV passado para o celular, para um aplicativo, para um mobile site. Aplicativos que interagem com o conteúdo da TV. As oportunidades parecem ser infinitas. Afinal, o que é mais pessoal do que seu tablet? Seu celular? Quais são os poucos momentos que você fica longe destes aparelhos?

As ações para manter o usuário em contato com conteúdo específico e exposto a publicidade fez com que players já estabelecidos nos mercados de fora trouxessem novas ofertas e produtos para o mercado nacional. Caso da DG, AdsMovil e Movile, empresas que seguem linhas de negócio totalmente diferentes umas das outras, mas que trazem soluções inovadoras para o mercado móvel multi-telas. Temos excelentes referências nacionais como a Ponto Mobi e a Hands aqui, mas vimos uma movimentação muito grande dos players de fora.

Acho que imagens falam mais do que palavras, então segue ai:

1990s

Imagem da apresentação do Google sobre o usuário Mobile no Brasil

2010s

Imagem da apresentação do Google sobre o usuário Mobile no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

63% de Brasileiros já usam 2 telas simultâneamente. Este número é maior do que UK, Espanha, Itália e França. 75% destes usuários consome comerciais de TV conectados à internet em outra tela.

Esta foi a realidade que vimos neste ano aqui no Brasil. Os usuários estão constantemente conectados e tanto os veículos como os anunciantes/agências estão procurando desenvolver novos produtos para atender esta demanda crescente.

Para o próximo ano, começaremos a ver cada vez mais estas ações feita para usuários multi-tela. Seja ela uma extensão do conteúdo de outras telas ou ações simultaneas. Não comentei neste tópico (e deveria) mas, além de vermos o crescimento destas ações veremos o crescimento cavalar dos m-commerces (as compras em varejistas feitas pelos sites de compra mobile) no ano que vem, podem apostar.

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Big Data

P23-vejaEsta foi a capa da revista Veja edição de Maio. Em todo lugar que fui este ano, além dos temas citados acima, as palavras que mais escutei foram Big Data, Data Science, Algorítimos, Machine Learning, Hackatons, etc… etc…

Acontece que estas palavras foram (e são) utilizadas sem muito conhecimento do que elas realmente significam e como elas se complementam. O mercado digital como um todo vem se afogando no Big Data.

Ao que parece, toda a indústria focou o investimento em novas tecnologias para gestão de dados, ou aplicativos/camadas de tecnologias para tratamento de dados sem muito pensar em como estes dados seriam tranformados em informação de qualidade, escalável e sustentável. São poucos os que acertaram e muitos os que ficaram com uma pilha de pastas, arquivos e papeis entulhados dentro de uma sala sem poder fazer nada com eles.

A melhor definição que encontrei sobre Big Data foi dada em um evento da IAB no começo deste ano. Big Data é uma enorme quantidade de dados, de fontes variadas e que pode ser acessada de maneira rápida, a qualquer momento e que serve para algum objetivo pré-estabelecido. É o dado transformado em informação.

Ao contrário desta definição e propondo uma analogia, o que vi este ano em toda a indústria foi algo semelhante a acumular os melhores equipamentos de mineração, os melhores engenheiros, construir os melhores métodos de processamento, refinamento e distribuição e se dar conta de que o minério que foi colhido como diamante não passa apenas de pedras sem valor.

Conclusão: A matéria-prima importa.

E são poucos os que sabem onde encontrar a matéria-prima e poquíssimos os que a já possui. Pegando cases de sucesso dentro do cenário de Mídia Digital, é fácil identificar que os players que obtiveram sucesso utilizando Big Data como drive para o sucesso de suas campanhas foram os que utilizaram dados proprietários. Anunciantes que passaram a usar as tecnologias adquiridas para entender como os seus consumidores se comportam, como as pessoas navegam em seus sites e o que elas estavam procurando e veículos que passaram a entender o seu consumidor, sem dúvidas foram (e estão sendo) os mais bem sucedidos no mundo da Big Data.

Aqui no Brasil ainda estamos em marcha lenta, mas estamos andando. No trimestre passado já começamos a ver anunciantes e veículos tratando seus próprios dados e passando a entendê-los para que, num futuro próximo, eles sirvam de fonte de informação para aumentar performance, relevância e valor para suas campanhas. Os veículos começaram a integrar bases de CRM e dados de audiência proprietários (somados aos dados de terceiros) para empacotar produtos específicos para um perfil de consumidor para ser vendido não só em tempo real como em pacotes premium para venda direta.

Big Data não se limita somente ao mercado digital, que isso fique claro. Mas aplicando Big Data na nossa indústria, posso afirmar que é uma camada cada vez mais necessária para ambos os lados, compradores e vendedores. E o que veremos no ano que vem, ano de copa do mundo, onde compradores e marcas de todo o mundo estarão com intenção de compra de nossos espaços publicitários, é que estamos despreparados e imaturos no que diz respeito a compra e venda de mídia programática com qualificação de dados/audiência.

 

18/11/2013

4º Encontro de Comunicação da Anhembi Morumbi – Vídeo

Filed under: Ad Tech — Tags: , , — Luis Felipe Grassitelli @ 16:40

Pessoal, para quem estava pedindo nossa apresentação na 4º Encontro de Comunicação da Anhembi Morumbi saiu!

Para ver, basta acessar o link abaixo e, se quiser, fazer o download do vídeo 🙂

[button color=”blue” size=”medium” link=”https://www.dropbox.com/s/rt438guwr4sl2za/Carreiras%20no%20Mercado%20Digital.%20O%20que%20as%20empresas%20est%C3%A3o%20procurando%20-%20Lu%C3%ADs%20Felipe%20e%20Bruno%20Borges%202.mp4″ target=”blank” ]Veja o Vídeo[/button]

Abs!

 

16/10/2013

4º Encontro de Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi

Filed under: Ad Tech — Tags: , , , , , — Luis Felipe Grassitelli @ 10:48

Fala pessoal, tudo certo?

Ontem tivemos o prazer de participar do 4º Encontro de Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi que promoveu e proporcionou aos alunos dos cursos de Comunicação (Cinema, Radio, TV, Jornalismo, Propaganda e Marketing) um bate papo com vários profissionais qualificados que atuam na área e trabalham em grandes empresas como Google, Globo, Predicta, Microsoft, Almap, WMcCann, SBT, R7, entre outros grandes nomes do mercado.

Representamos a Predicta e o Digitalking falando sobre O Mercado Digital e as novas oportunidades de carreira neste mercado com o privilégio de ser a palestra escolhida para falar em um dos maiores studios da Universidade e ainda ter nossa palestra retransmitida para todas as universidades da Laureate Internacional Universities . Valeu pessoal! Um prazer enorme, sem dúvidas!

A importância de eventos como estes, principalmente na categoria de base do nosso mercado – as universidades – é essencial! É um mercado muito carente de informações e cursos para o mercado digital e a troca de experiência de profissionais do mercado é de uma grandeza sem valor.

Se quiser dar uma espiada no material que apresentamos lá no encontro, disponibilizamos ele aqui (lembrando que em breve teremos os vídeos da palestra e passaremos para vocês através do site):

Mercado Digital e as novas oportunidades de carreira encontradas nele. | 4 Encontro de Comunicacao da Anhembi Morumbi | PDF from Luis Grassitelli

18/06/2013

Mídia Programática: Como se preparar para esta nova realidade?

Filed under: Ad Tech,Mídia Programática — Tags: , , — Luis Felipe Grassitelli @ 12:04

Veículos premium do mundo todo vem se deparando cada vez mais com um conjunto bem particular de desafios nos últimos tempos. Nunca houve tanto crescimento de tecnologia, plataforma e automação para o ecossitema de publicidade digital como os que os veículos vem enfrentando no dia de hoje. O principal causador deste “caos” e que está norteando este crescimento é a tecnologia de Real-Time-Bidding (Compra e Venda de mídia em tempo real).

O QUE É A COMPRA/VENDA DE MÍDIA PROGRAMÁTICA NA PRÁTICA:

No lado da venda (Supply Side/Veículos), a mídia programática está diretamente relacionada com a monetização de inventário e ad serving, com o objetivo de maximizar a receita do veículo. Do lado da compra é obter melhor ROI e o menor preço (o preço mais justo) pelas impressões qualificadas disponíveis, tudo em tempo real e de maneira automática. Os desafios desta fase de adaptação a este modelo é bem familiar às demais mudanças que o mercado já enfrentou: A frustração dos veículos com os preços de CPM e a frustração dos anunciantes com visibilidade e falta de inventário qualificado para veicular suas campanhas.

Aqui vai um vídeo da IAB UK que mostra qual o cenário da mídia digital hoje e como estão sendo realizadas a compra/venda de mídia digital:

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NOVOS MODELOS DE NEGÓCIO:

Os modelos de negócio dos veículos de todo o mundo foram tecnicamente influenciados desde que a primeira Ad Exchange foi criada, em meados de 2007. A evolução da tecnologia abriu portas para campanhas orientadas a performance e isso começou a tomar forma em todo o mercado desde então. Novos modelos como CPL, CPC e CPA começaram a aparecer e passaram a ser utilizados nas redes de afiliados, exchanges e em plataformas de compra/venda de mídia programática. Os modelos de venda por CPM, CPL, CPC e CPA continuam vivos e existem até hoje, cada uma em seu universo respectivo, de acordo com o objetivo de mídia de cada campanha.

Os veículos continuam sendo os players mais importantes na geração de conteúdo para o mercado e são eles que estão assegurando as informações de seus usuários (first-party data) e de sua audiência para os anunciantes através de engajamento, interatividade e conteúdo relevante. Os veículos com maior alcance de audiência estarão sempre no topo da lista dos anunciantes, que sempre terão o desejo de comprar esta audiência, seja através de vendas diretas ou qualquer outro canal de vendas (marketplaces, dsp’s, networks,  etc..).

Recentemente tivemos alguns veículos inovadores, como o New York Times, Tribune, Hearst Digital Media e Gannett Media que criaram a quadrantONE e optaram pelo então novo modelo chamado “Private Marketplaces” para assim contornar a ineficácia do time de vendas e reduzir o custo interno operacional. Juntos, eles disponibilizaram seu inventário para um mercado de compradores fechado e pré-determinado utilizando um conjunto de tecnologias habilitadas para a compra e venda de inventário por Real-Time-Bidding, target por audiência e com gestão de inventário para otimização de receita. A junção do inventário destes veículos aumentou seu alcance e tornou a rede extremamente interessante para os anunciantes.

A movimentação destes veículos teve como objetivo encontrar meios viáveis de oferecer o inventário deles de forma mais efetiva e eficiente para as agências e compradores de mídia que já estavam trabalhando com eles. Com isso eles abriram um novo canal de vendas, possibilitando a geração de uma nova linha de receita utilizando seu inventário premium e abrindo espaço para campanhas de performance através destas plataformas de RTB (Exchanges, SSP’s e DMP’s para os dados de audiência).

O modelo só não foi bem sucedido porque os veículos não quiseram compartilhar seus dados com toda a rede, perdendo assim diversas oportunidades de venda.

Em outros mercados, como Alemanha e Holanda, a adaptação a estes novos modelos de negócio foram lentas, assim como está sendo no Brasil. De acordo com alguns números da e-marketer, vemos que o crescimento do inventário que está sendo disponibilizado através de tecnologia de real-time-bidding no mundo só cresce e definitivamente é o futuro da compra e venda de mídia digital no mundo. Aos poucos, países como o Brasil passarão a entender estes novos modelos de negócio, adaptarão sua realidade à eles, para assim começar a disponibilizar seu inventário através destes canais de compra/venda de mídia programática.

eMarketer RTB Digital Ad Spending

QUAIS OS BENEFÍCIOS DAS PRIVATES MARKETPLACES PARA OS VEÍCULOS?

De acordo com a comScore, cinco trilhões de anúncios display foram entregues em 2012. O número é assustador, assim como todo o trabalho e esforço operacional que caminha com ele. Plataformas de tecnologia para entrega, validação de especificações, gestão de campanhas, etc…

Uma Private Marketplace pode agilizar todo o processo operacional de um veículo, deixando que os parceiros de tecnologia, operação (serviços) fiquem com os suportes técnicos e auxílio na otimização de campanhas.

Grandes empresas internacionais, como a Ford, investiram pesado em mídia programática no ano passado. Direcionaram seus investimentos para campanhas baseadas em performance e audiência e começaram a ver seu ROI aumentar drasticamente se comparado com os anos anteriores. Os veículos não querem se dar ao luxo de não disponibilizar seu inventário para clientes como este através de plataformas de RTB, como DoubleClick AdX (e sua nova funcionalidade de leilões privados), Rubicon Project ou AppNexus.

O receio dos veículos de “poluir e prostituir” seu inventário o liberando para as redes de anúncio é um dos principais motivos da barreira de entrada da tecnologia nestes veículos. A Private Marketpalce veio para facilitar a penetração deste novo modelo nos veículos. Ela oferece relatórios em tempo real de performance e insights, controle total de opções de segmentação e audiência, preços e inventário que serão disponibilizados pela plataforma escolhida e a possibilidade de ofertar o inventário a determinados compradores de mídia (DSP`s, Mesas de Compra, Anunciantes diretos ou Ad Networks). A partir dai, com a plataforma escolhida, os veículos passam a ter a possibilidade de disponibilizar seu inventário de vídeo, web e/ou mobile diretamente a compradores de interesse utilizando a tecnologia de RTB.

Os principais benefícios de uma Private Marketplace:

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  • Pool exclusivo de compradores
  • Maior alcance de audiência
  • Definição de regras de negócio claras (preço, inventário, formatos, frequência, etc…)
  • Transparência e Controle
  • Baixo custo operacional
  • Competição justa de preços de mídia paga vs programática
  • Comporta todos os modelos de negócio (Direct/Indirect Response)

[/checklist]

O QUE OS VEÍCULOS DEVEM FAZER PARA SE PREPAR PARA ESTE NOVO MUNDO DE MÍDIA PROGRAMÁTICA?

Muitos especialistas do mercado e líderes de grandes empresas da indústria vem falando que o melhor caminho para a preparação para este novo modelo é a estratégia de negócio. Muitos deles seguem o modelo abaixo, dividindo o inventário em faixas destinadas a Mídia Paga e Mídia Programática (Private, Preferred e Open Auctions), prevendo algumas camadas de inventário a serem rentabilizadas via plataformas de RTB, com leilões privados e abertos.

New Renue Mix

Modelo apresentado pelo Google na apresentação do Google Ad Exchange.

Um passo lógico, após definir esta estratégia é combinar o uso das Private Marketplaces com as DMP’s (Data Management Platforms / Partners) a fim de ter um parceiro que qualifique e aprecie a audiência do veículo para que a oferta através das plataformas de RTB seja mais atrativa aos anunciantes e garanta um bom volume de vendas através da venda de mídia programática.

Durante os dois últimos anos, muito se falou de RTB utilizando redes com leilões abertos, porém isso desencorajava o veículo a abraçar a ideia de entrar neste mundo. Abrir o inventário total para todo o mercado via RTB deprecia e desvaloriza o inventário do veículo além de não contribuir para o controle de todas as informações que o veículo pode disponibilizar para os anunciantes comprarem.

Os veículos tem experimentado diversas estratégias diferentes, como por exemplo dividir seu inventário em grupos e usar diferentes estratégias de preço para cada um deles. Porém, independente de qual caminho estratégico o veículo optar por seguir, é extremamente importante não isolar os modelos de negociação como venda direta e venda programática. Um dos gerentes de produto do Google, recentemente comentou este assunto numa palestra dizendo que é imprescindível determinar a saúde do canal de vendas diretas com o canal de venda programática, para que haja uma aproximação holística e ambas as formas de venda trabalhem em sinergia, obtendo assim a maior receita possível do inventário disponível.

O primeiro passo para começar a entender e tangibilizar toda esta teoria é a pró atividade dos veículos em colocarem em prática estes novos modelos de negócio. A responsável por negociações e otimização de receita do veículo The Telegraph expôs o que foi feito em seu caso para começar a trabalhar com mídia programática: “Começamos oferecendo o nosso inventário em todo o site (RON) com um preço competitivo e equivalente às campanhas pagas. Depois colhemos os feedbacks e pedidos de nossos parceiros e começamos a ofertar pacotes de audiência e pacotes de nosso inventário premium para os compradores diretamente.”

A melhor maneira de se preparar para este novo mundo é ser pró ativo, escolher os parceiros corretos e começar a testar as tecnologias e estratégias de negócio o quanto antes, assim, quando tudo isso for uma realidade em todo o mundo, os veículos já estarão prontos para se adequar e receber de maneira harmoniosa toda a tecnologia e os novos fluxos de negócio.

A tendência é que a venda padrão de banners por CPM acabe e que a mídia programática a substitua. A movimentação dos grandes veículos digitais de todo o mundo é de cada vez mais oferecer projetos especiais a seus anunciantes, propondo sustentação das campanhas com conteúdo multi-plataformas, formatos exclusivos, conteúdo e engajamento. Então é de extrema importância mudar o foco do pensamento para estas duas linhas de venda. Para a venda direta o modelo de projetos especiais e para a programática o modelo de private marketplaces e otimização de inventário.

AUDIÊNCIA E PROPRIEDADE DE DADOS:

O marketing voltado para audiência e dados (Data Driven Marketing) e os dados proprietários e de terceiros (first and third party data) sobre os usuários consumidores irão tornar-se a moeda universal das negociações do futuro e irão ditar qual caminho uma campanha deve seguir e ser planejada. As agências deverão compartilhar seus objetivos de campanha e targets baseados nestes dados se quiserem obter bons resultados em suas campanhas num futuro próximo. Os veículos que tiverem estes dados de audiência e de usuários para ofertar às agências serão os veículos que conseguirão extrair mais receita de seu inventário, tanto direto quanto ocioso (através do RTB).

O não sucesso da quadrantONE, exemplo de Private Marketplace dado neste post foi totalmente relacionado a audiência e propriedade de dados. Quatro jornais decidiram se juntar para vender seu inventário como um todo, porém não abriram mão de seus dados e audiência. Não houve compartilhamento nem troca destas informações. Uma vez que a moeda que dita este novo mundo são os dados, não compartilha-los neste modelo de negócio pode muito possivelmente levar o negócio ao fracasso.

AS DICAS PARA COMEÇAR:

[checklist]

  1. Defina bem seu modelo comercial e preços
  2. Mapeie e defina seu inventário
  3. Encontre um bom parceiro para te auxiliar a definir as melhores opções de plataforma
  4. Encontre um parceiro que qualifique seus dados de audiência (ou desenvolva)
  5. Escolha um parceiro de serviços para gerenciar e dar suporte às suas novas plataformas de tecnologia
  6. Invista tempo em testes e não tenha medo!

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09/04/2013

Data Driven Thinking e RTB – A evolução do mercado digital.

Filed under: Ad Tech,Mídia Programática — Tags: , , — Luis Felipe Grassitelli @ 21:33

Quando o assunto é compra e/ou venda programática de mídia digital o discurso das partes envolvidas costuma ser sempre o mesmo:

“Ah! Esse negócio não funciona!”,

“Sem chance, não vou veicular em qualquer site.”

“Leiloar meu inventário? Só se for no rodapé.”

“Prefiro anunciar nos grandes portais. É mais seguro.”

“Não uso. Não quero desvalorizar meu inventário.”

 

Todos estes comentários são feitos diversas vezes quando o assunto é compra e/ou venda programática de mídia digital.  O maior responsável por esse tipo de comportamento é a imaturidade do mercado digital brasileiro aliado ao seu rápido crescimento. A chegada de empresas internacionais de grande porte e seus investimentos milionários em território tupiniquim para explorar todo nosso potencial com esse tal de RTB tem deixado o mercado receoso e apreensivo.

O problema começa pelas agências, que ainda são os maiores compradores de mídia e tem sua maior fonte de renda atrelada ao BV (Bonificação por volume) nas negociações diretas com os veículos – Uma prática muito comum do nosso mercado. Os anunciantes por sua vez ainda não tem conhecimento para explorar essas tecnologias e os veículos precisam entender como a negociação de mídia programática pode ser benéfica para o seu negócio não só apenas para rentabilizar o seu inventário remanescente e pouco valorizado. Ainda falando dos veículos existe o temor dos profissionais de venda com a possibilidade dessas tecnologias o substituírem. O que de fato irá acontecer. Porém, ao invés de temer que seu emprego e responsabilidades sejam substituídos por um “robô”, é necessário entender como este robô funciona e o que nós podemos fazer para melhorar ainda mais este novo modelo de negócio de compra e venda de mídia digital para assim ajudar o mercado a crescer.

Um outro obstáculo neste novo modelo de compra e venda de mídia é que ambos os lados (compradores e vendedores) devem entender como funciona este mecanismo e saber qual a melhor tecnologia a ser utilizada para que todo esse ciclo funcione de maneira efetiva. A quantidade de empresas especialistas em cada pedacinho deste bolo é crescente. Temos o especialista em cobertura, o cara da cereja, o player do recheio e o expert na massa, mas nem sempre os sabores combinam e o resultado final não é o esperado.

 

Já falamos de obstáculos. Mas quais os benefícios desse novo modelo de negócio?

O primeiro que podemos destacar é  uma precificação do inventário mais justa e transparente. O RTB oferece um modelo de leilão para que os anúncios sejam exibidos na página, de acordo com suas segmentações e configurações determinadas. Exemplificando, se o anunciante A e o anunciante B (que são concorrentes) estiverem tentando atingir o mesmo público, no mesmo site ou rede, via RTB, quem estiver pagando mais, leva a impressão! Mais justo ainda é que se o anunciante A der o lance de R$5,00 e o anunciante B de R$2,50, o vencedor pagará R$0,01 centavo de real/dólar sob o segundo maior valor do leilão, o que otimiza ainda mais a compra de mídia para os anunciantes, estabelece um piso justo para todos os competidores, sem inflacionar os valores e deixa a venda do inventário mais transparente.

Além da questão de precificação existe o benefício de uma cobertura mais inteligente. A cada dia que passa está mais claro que não faz mais sentido para o Anunciante comprar bilhões de impressões e não atingir nem 1/3 de seu público-alvo.  Não quando já se é possível comprar perfis e interesses: Mulheres, homens, jovens, adultos, pessoas interessadas em celular, pessoas interessadas em moda e assim por diante. A grande maioria das compras e vendas programáticas de mídia são todas direcionadas para dados (Data-Driven). Então, além de pagar e vender uma impressão a um preço justo, aquela impressão está sendo entregue, muito provavelmente a um target direto da campanha do anunciante e não para qualquer internauta/usuário da internet.

 

Só para colocar uma perspectiva de comparação: Nos EUA, 1 a cada 5 dólares de compra de mídia digital são destinados à compra programática (RTB) – eMarketer Mar/13.

 

A movimentação dos veículos e agências deve ser em prol da busca de conhecimento e capacitação de seus elencos em entender as tendências do mercado e para onde estamos remando. Mais importante do que isso é saber exatamente quais são as novas habilidades e competências que deveremos ter dentro de nossas empresas para que consigamos usufruir da melhor maneira possível de todas estas tecnologias e nos mantermos em constante evolução.

Vejo aqui uma grande oportunidade para os pequenos e médios veículos digitais brasileiros, que hoje enfrentam a mesma dificuldade: Fazer parte de um plano de mídia de grandes anunciantes. Isso porque não há inventário disponível tão expressivo quanto aos dos grandes portais e não há equipe de venda dedicada para realizar a venda, além de manter o bom relacionamento com as agências.

O RTB dá a oportunidade para que pequenos e médios veículos possam vender seu inventário premium e standard para grandes anunciantes através de plataformas que utilizam a tecnologia (como AdExchanges, SSP’s, Ad Networks, etc…).

Há pouco tempo o único espaço publicitário que era vendido via RTB eram os formatos de rodapé e pouco apreciados. Hoje, as homepages e formatos premium estão sendo comercializados por esta tecnologia, por um preço justo ao anunciante, com redução no custo de entrega de mídia para o veículo e totalmente direcionado à informações de segmentação de audiência. Tudo isso tem trazido cada vez mais anunciantes interessados a comprar e mais oportunidades de venda para os veículos.

 

O mercado precisa se reeducar e buscar entender mais sobre este incrível ecossistema em que trabalhamos. Entender que ele é dinâmico, que estará sempre em constante mudança e que não haverá outra maneira de adaptação que não seja sair da zona de conforto e começar a aprender como as coisas funcionam na prática. A evolução do mercado depende disso e devemos fazer nossa parte para que ela seja mais justa para todos nós.

04/02/2013

AD OPERATION$$$

Filed under: Ad Tech,online — Bruno Borges @ 16:12

Ad Operations, ou Ad.Ops para os mais íntimos. Um setor em constante evolução e cada vez mais em pauta no mundo digital.

Para quem não está familiarizado, Ad.Ops é como aquela menina do colégio que você esnobava e hoje lamenta copiosamente não ter investido um pouco mais naquela “amizade”. O que já foi sinônimo de custo, hoje é considerado por muitos um grande potencial de receita para os sites, dos mais variados tamanhos e setores.

O foco deixa de ser (já deixou na verdade) 100% na execução, demandando maior participação desses especialistas no desenvolvimento dos produtos/serviços, análise de novas tecnologias e estratégias de marketing da empresa. Para uma área onde a mão de obra capacitada já é escassa, o que dizer das habilidades necessárias para um gestor que precisa levar seu time ao nível de uma Operação que pode ser considerada fonte de receita?

Dou ênfase para a capacitação porque como diz um antigo chefe: “Ad.Ops é como sexo na adolescência. Todo mundo fala que faz, mas a verdade é que a maioria não sabe fazer direito.

O que posso afirmar, depois de alguns anos de experiência de trabalho com publishers de todas as formas e tamanhos, é que existem caminhos vitais a se seguir para garantir o sucesso do negócio.

 

Métricas do sucesso

Aqueles que monitoram constantemente a sua organização usando Key Performance Indicator (KPI) está um passo a frente para a criação de uma equipe de classe mundial. Como você pode identificar as causas de problemas operacionais ou oportunidades para sua equipe de vendas se você não tiver métricas em uma base contínua? Porém, em vez de inundar suas reuniões com dezenas de métricas, sugiro a tônica do “Keep it Short & Simple”.

Nessa hora surge a esperada pergunta. “Legal, mas quais métricas são realmente importantes para o meu dia a dia”?

Algumas sugestões:

  • Quais são os seus volumes históricos por trimestre?
  • Qual foi a sua taxa de crescimento em 2012? O que você está projetando para 2013?
  • Qual a sua produtividade por funcionário/equipe?
  • Quais são seus períodos de pico e baixa demanda?
  • Qual é a sua taxa de accuracy (ou simplesmente acertos)?
  • Quantas horas são gastas na gestão de campanhas e conciliação de dados de terceiros?

 

Faça da tecnologia sua melhor amiga

Se você trabalha em um Publisher, com certeza já perdeu a conta de quantas novas empresas de tecnologia bateram a sua porta prometendo mais uma solução milagrosa para o seu negócio. O grande desafio nesse momento é distinguir quem realmente pode te ajudar. Fugir dos famosos unknowns que nenhum vendedor lembra de te contar na reunião comercial.

Com sistemas de apoio bem escolhidos, Ad Operations torna-se não só fonte de conhecimento técnico para a sua organização, como pode ocupar uma posição extremamente estratégica. É preciso uma profunda compreensão da funcionalidade de tecnologia e ter a capacidade de visualizar o seu dia a dia com essa solução. A capacidade de identificar o que é real e o que é apenas mais um discurso de vendas é fundamental para determinar a velocidade e muitas vezes a viabilidade para alcançar seus objetivos. Esse nível de conhecimento não se encontra em livros. É necessária uma boa rodagem com diversas soluções, mão na massa, constante estudo e troca de figurinhas com o mercado (clientes, fornecedores e até concorrentes). Claro que uma paixão inata e talento para a tecnologia ajudam muito nesta área.

 

Investimento na base

Independente de que setor estejamos falando, os membros que compõe uma equipe de alta performance provavelmente representem uma variedade de perfis, com um conjunto diversificado de competências. No caso de Ad.Ops, habilidades técnicas, comerciais, analíticas e gerenciais podem ser encontradas no time, onde provavelmente você terá destaques ou potenciais promessas em cada uma dessas frentes. Desenvolver cada um desses potenciais, para aproveita-los ao máximo é fundamental para uma Operação rentável.

Não é segredo para ninguém que Ad Ops é muitas vezes conhecido por ser um trabalho ingrato, de alta rotatividade. Muitas vezes visto como um trampolim para algo maior. Parte dessa visão está ligada a falta de desenvolvimento desse time, que não vislumbra novas frentes para o seu futuro profissional.

Por isso, criar os espaços e preenche-los com as pessoas certas é um dos maiores desafios de Ad Operations. Conforme o negócio se desenvolve, novas posições e responsabilidades aparecem e essas novas habilidades passam a ser requiridas. Conseguir profissionais com tais conhecimentos e um bom background operacional pode ser um processo longo, cansativo e até frustrante. Meu conselho é olhar com carinho para aqueles que anseiam em evoluir e não insistir em quem está ali só de passagem. Utilizar as peças certas, nos momentos certos pode ser garantia de sucesso para empresa e satisfação profissional aos envolvidos.

30/01/2013

O Ecossistema RTB explicado num gráfico :D

Filed under: Ad Tech,Mídia Programática — Tags: , , , , , , — Luis Felipe Grassitelli @ 15:15

Que o RTB não para de crescer todos já  sabem. É a realidade do novo modelo de compra e venda de mídia digital. Ele está tomando forma e se concretizando no ecossistema digital de forma rápida e efetiva.

Da mesma maneira crescem as dúvidas e perguntas sobre esta nova tecnologia e modelo de compra e venda de mídia digital.

A fim de mapear exatamente quem está envolvido no ecossistema do RTB, e como eles estão se relacionando com ele, a Econsultancy lançou um gráfico (Setembro/Outbro de 2012) detalhando os players envolvidos e os papeis deles neste ecossistema.

Veja os players da Sopa de Letrinhas que estão utilizando RTB:

RTB-Graphic1_EConsultancy

21/01/2013

Ad.Ops, em busca do aprimoramento…

Filed under: Ad Tech — Tags: , , , — Bruno Borges @ 12:44

Em busca do constante aprimoramento do processo produtivo, buscamos conceitos e soluções aplicadas em outros mercados para o mundo de Ad.Ops.

Falamos de um mercado muito específico, onde tudo acontece na prática, sem grandes embasamentos teóricos. Como já comentamos em outro post, não existem profissionais com formação específica para o nosso mercado, muito menos conceitos e teorias bem estruturadas para o mesmo. Por isso, o melhor caminho é buscar essa bagagem em outros meios até a consolidação e maior profissionalização do mercado de Ad.Ops.

Falando sobre a parte gerencial, dentre as diversas metodologias de gestão pesquisada, a que aparentou ter uma maior convergência e ao mesmo tempo flexibilidade para adaptar-se ao nosso mundo foi o KANBAN (http://pt.wikipedia.org/wiki/Kanban).

O que é KANBAN?

O Sistema KANBAN foi desenvolvido a partir do conceito simples de aplicação da gestão visual no controle de produção e estoques (“Kanban” significa “cartão visual” em japonês) com a função primordial de viabilizar a produção “Just in Time”.

O método Kanban foi inicialmente aplicado em empresas japonesas de fabricação em série e está estreitamente ligado ao conceito de “just in time”. A empresa japonesa de automóveis Toyota foi a responsável pela introdução desse método devido a necessidade de manter um eficaz funcionamento do sistema de produção em série.

O Sistema KANBAN, embora não seja algo novo (as primeiras implementações no Brasil datam das décadas de 80 e 90), vem sendo muito difundido e utilizado na indústria brasileiras nos últimos anos, e mais recentemente tem sido implementado com sucesso também na indústria de softwares.

Ao conversar com especialistas da metodologia, muitos ficaram surpresos com a ideia de aplicar o Kanban nos processos de gestão de trafego de Ad.Ops. O espanto se deu em diversos casos pela complexidade do nosso mercado e as necessidades de customização para que seja possível colher os frutos da boa aplicação do método.

Para o nosso mercado o maior valor desse sistema não está tão ligado ao just in time e a produção enxuta, sem estoques. Uma vez que não trabalhamos necessariamente com isso. Mas o maior benefício envolve a produção controlada, rápida e transparente.

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Analisando o mundo de Ad.Ops, podemos apontar algumas DIFICULDADES como:

Falta de previsão da demanda

Diferente da construção de um software ou até mesmo uma produção fabril, onde os pedidos normalmente são planejados e existe uma meta pré-determinada no início do processo, é praticamente impossível prever com grande antecedência as demandas provenientes do cliente. Uma realidade já conhecida do nosso mercado que não pode ser ignorada.

Qualidade e complexidade da demanda variável

O envolvimento de terceiros nas diversas etapas do processo não garante a qualidade ideal nas informações e material recebidos, por isso em muitos casos existem atrasos ou correções não planejados que podem impactar todo o processo.
Além da qualidade existe a questão de complexidade das tarefas que possuem uma variável significativa que pode impactar os recursos alocados para correta execução.

Manutenção da velocidade de produção

Com toda certeza a variação da velocidade de produção é uma das grandes causas pelos famosos gargalos na produção. Naturalmente quando existe uma baixa demanda para os recursos disponíveis a velocidade de execução tende a ser menor, em um momento de maior conforto para os envolvidos. Porém, como a demanda não é previsível, em horas de pico a tendência é o acumulo de tarefas que ainda não foram executadas (pela redução no ritmo) com a chegada das novas.

Por isso é fundamental zelar pelo ritmo constante na produção, que pode reduzir os gargalos e facilita a organização e distribuição da demanda.

Conscientização dos envolvidos sobre a cultura necessária

Independente da área de atuação, uma coisa é certa, a utilização do Kanban exige uma reestruturação processual, técnica e cultural de toda equipe envolvida. Por isso, não estamos falando de nada à curto prazo.

Para que tudo aconteça é necessário que todos os envolvidos, comprem a ideia.

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Para aplicação da metodologia em Ad.Ops é necessário o cumprimento de algumas PREMISSAS:

Equipe multidisciplinar

Para o maior aproveitamento da equipe em todas as etapas dos processos, conforme as necessidades demandadas é necessário não ter uma equipe formada apenas por especialistas. Apesar da melhor produção em pontos específicos, a variação da demanda exige que todos os envolvidos possam ser alocados ao longo da cadeia produtiva conforme necessidade.

Sistemas de controle rígido

Como o próprio nome já diz, o KANBAN tem seu conceito fundado no controle visual, por isso é necessário que todos tenham a informação disponibilizada de forma clara e rápida. Os controles de produção não podem deixar de ser atualizados e de difícil entendimento. Não podem ser apenas uma tarefa complementar e sim parte fundamental para o sucesso da cadeia.

Pessoas dedicadas para organização

É necessário que existam pessoas que zelem pela organização das tarefas. Sejam pessoas dedicadas ou alguns responsáveis com tarefas prioritárias, o processo de análise, organização e distribuição seja feita constantemente. Deixar de organizar, simplesmente seguindo o fluxo natural, inviabilizará os benefícios do processo.

Controle das exceções

Elas sempre existirão. Sabemos que não é possível controlar emergências ou urgências, mas é necessário um critério claro para isso. Há espaço para atender demandas específicas sem burlar todo processo, mas isso precisa acontecer de forma controlada. Como dizem “Quando tudo é exceção, nada é exceção”.

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OK. Mas quais serão os GANHOS REAIS com a aplicação dessa metodologia na sua operação?

Posso listar alguns pontos:

Tempo de produção

Melhora no tempo de produção. Com os processos estruturados e a demanda organiza a tendência é que tudo aconteça de forma mais rápida.

Equilíbrio na distribuição da demanda na equipe

Com a velocidade de produção controlada a tendência é que um trabalho bem feito pelo gestor na distribuição da equipe tenha efeitos imediatos. Com a quantidade de recursos ideal para o atendimento da demanda a produção de cada membro tende a ser mais igualitária, sem grandes gaps já conhecidos na maioria das equipes.

Melhor distribuição dos recursos (Quem faz o que?)

Com uma etapa analítica antes da execução é possível distribuir a demanda de forma inteligente. Não só a quantidade como também a complexidade da tarefa, levando em consideração o conhecimento de cada recurso disponível  Com isso é possível respeitar a evolução de cada membro da equipe, com a tarefa certa no momento certo.

Aumento na qualidade

Velocidade controlada, produção organizada e processos respeitados garantem mais qualidade em toda cadeia. Evitando erros e garantindo a felicidade do cliente.

 

Não é um processo simples de ser implementado. Tão pouco rápido, porém os benefícios são perceptíveis a cada etapa conquistada. Com certeza estamos falando de mais uma ferramenta que ajudará na difícil gestão do dia a dia de Ad.Ops.

03/01/2013

O Mercado de Search em 2012.

Filed under: Ad Tech,online — Tags: , , , , — Luis Felipe Grassitelli @ 13:50

info_search_novembro-2012_iab

O comitê de SEM do IAB, com dados da Experian Hitwise, divulgaram no final do mês passado um infográfico bem bacana de como o mercado de Search se comportou por categoria.

 

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